Dia 1 de maio relembra a luta e o suor pelos direitos dos trabalhadores. Não é apenas um dia de folga!
No Dia do Trabalhador, 1 de maio, o SINTECT/DF lembra vocês, trabalhadores dos Correios, que suam a camisa diariamente pelo bem da empresa, ainda que haja dificuldades no caminho, e em prol de um serviço de qualidade pela sociedade brasileira. A data é de representatividade e luta. Um marco histórico para todos que convivem na batalha pela manutenção dos direitos.
Este ano, o Dia do Trabalhador será ainda mais reflexivo, já que o país vive um momento crucial, com diversas ameaças às conquistas históricas da classe. Reformas que podem colocar tudo a perder, inclusive o emprego, a saúde e o tempo de descanso daqueles que sempre se doaram.
Sob o governo de Jair Bolsonaro há desafios pela frente, como lutar contra o desemprego crescente, contra a precarização do trabalho, contra a extinção de direitos e da própria CTPS e pelo direito a uma aposentadoria justa e merecida. É preciso combater a política austera e neoliberal do ministro Paulo Guedes, nociva ao trabalhador e ao aposentado, direitos estão sendo sorrateiramente chamados de “privilégios” como justificativa para uma verdadeira devassa na CLT e na previdência social. Como consequência, esses ataques vão acentuar a desigualdade e a pobreza, com milhares de brasileiros e brasileiras, jovens e idosos, na informalidade e na marginalidade e, por fim, na miséria.
A reforma trabalhista, que flexibiliza direitos, passou no Congresso Nacional, mas ainda há tempo de pressionar para que a reforma da previdência não dê fim à chance de aposentadoria ou subsídios àqueles que não têm como se manter.
Efeitos críticos
O sindicato chama todos a repensarem a situação. Caso a reforma seja aprovada, aposentadoria integral será permitida apenas com 40 anos de contribuição e as idades mínimas serão de 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres, com 60% do benefício. Além disso, a ideia do governo federal é que, a cada quatro anos, a idade mínima para aposentar aumente.
Categorias que precisam de aposentadorias especiais, como mulheres, professores e trabalhadores rurais simplesmente foram esquecidas pela proposta do governo federal.
Aqueles que já aposentaram também serão vítimas da reforma e terão o valor do benefício desvinculado do salário mínimo. Assim como as pensões não serão mais acumuladas.
O Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago no valor do salário mínimo (R$ 998,00) aos idosos e pessoas com deficiência incapazes de exercerem o papel de cidadão como os demais e saudáveis, é outro direito na lista dos prejudicados. De acordo com a reforma, o BPC será rebaixado a R$ 400 a partir dos 60 anos e apenas a partir dos 70 anos será pago um salário mínimo.
Entre outras tantas dificuldades que serão impostas para que o trabalhador possa finalmente descansar, conviver mais intensamente com a família, cuidar da saúde, ter lazer ou o que preferir fazer da sua aposentadoria, o SINTECT/DF, como representante da categoria de Correios, questiona o que há de positivo para os empregados da estatal em uma reforma desumana e incompatível com a realidade daqueles que têm uma carreira que, além de operacional, é dura e atacada constantemente.
Portanto, na quarta-feira, Dia do Trabalhador, aproveite o feriado, mas sem esquecer que a classe trabalhadora terá cada vez menos motivos para comemorar se não se reerguer a partir deste momento. Toda a categoria pode contar com o sindicato para seguir em frente, juntos, mais fortes contra os ataques do governo federal e da própria empresa e a favor dos trabalhadores e do Brasil.

