SINTECT/DF realiza o 16º Encontro de Mulheres da região

Diante de todo retrocesso que tem sido imposto à classe trabalhadora, que poderá vitimar principalmente as mulheres, professores e trabalhadores rurais, grupos mais vulneráveis, o SINTECT/DF não poderia deixar passar em branco o grito das trabalhadoras contra as retiradas de direitos. “Não vão nos calar”, assim ficará marcado o 16º Encontro de Mulheres, que será realizado no dia 4 de maio, na chácara Bico do Papagaio, em Ponte Alta (Gama), a partir das 8h30. WhatsApp Image 2019-04-23 at 20.08.00

“Nossa missão, mais uma vez, é mostrar a força feminina ecetista no combate aos ataques do governo federal à classe trabalhadora e as retiradas de direitos dentro do próprio Correios”, enfatiza a diretora da Secretaria de Mulheres, Vitória Miguel.

O sindicato convida todas a participarem de mais este evento, que tem como principal objetivo as envolvidas e possíveis atingidas pela reforma da previdência e tantos absurdos impostos pela ECT: as trabalhadoras dos Correios.

Um dos grupos que mais sairá perdendo com a reforma da previdência será o das mulheres

Entenda – Na regra atual, mulheres podem aposentar com 30 anos de contribuição ao INSS. Para uma aposentadoria integral, a idade somada aos 30 precisa resultar em 86. Ou seja, uma mulher com 56 anos + 30 anos de contribuição = 86 (direito a aposentadoria integral).

Já pela ideia desproporcional da reforma, a idade mínima para aposentar será de 62 anos, mas com um detalhe:  apenas 60% do benefício. Para chegar ao valor integral, a trabalhadora precisará contribuir por 40 anos.

Ou seja, uma mulher de 55 anos, conforme o texto atual da previdência, trabalharia por mais cinco anos para receber o valor total da aposentadoria. Com as regras da reforma, ela deveria trabalhar mais sete anos até completar os 62 exigidos. Ainda assim, receberia apenas 84% do valor da aposentadoria.

Resumindo, com a reforma da previdência, o tempo mínimo de contribuição será de 20 anos para ter direito a 60% da aposentadoria. Para chegar a 40 anos de contribuição e receber o valor integral, será contabilizado 2% a cada ano adicional trabalhado.

A regra valerá para todas. Professoras e trabalhadoras rurais, por exemplo, que têm condições especiais para usufruir da aposentadoria com menos tempo de serviço e contribuição, perderão essa chance e terão que escolher: ou trabalham menos e ganham apenas 60% do benefício, ou se esforçam por mais sete, dez ou quantos anos forem necessários para cumprir os 40 que a reforma exige de contribuição para o valor total.

Com isso, as mulheres, que além de trabalhar na rua precisam cuidar da casa e dos filhos, tendo jornada dupla, vão aposentar mais tarde por um valor menor. Caso queiram receber os 100% do benefício, deverão se esforçar por muitos anos, sacrificando a saúde e o tempo ao lado da família.

➡ 16º Encontro de Mulheres do SINTECT/DF

Tema: NÃO VÃO NOS CALAR!!!

Data: 04/05/2019

Horário: a partir das 8h30

Local: Ponte Alta Norte – Km 475 – Bifurcação Ponte Alta com Casa Grande – Chácara Bico do Papagaio

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