Sindicato proclama luta contra a privatização dos Correios e chama população a participar

Desde quando o governo Bolsonaro sinalizou a privatização dos Correios, a categoria tem sido alvo de notícias sobre o caso. Esta semana, durante a assembleia geral do SINTECT/DF, a presidenta Amanda Corcino fez um apelo à sociedade e aos trabalhadores para que se juntem na pressão contra a venda do patrimônio nacional. Também, na ocasião, foi construída uma chapa única entre sindicato e oposição para representar a categoria no 35º Conrep da FENTECT, em junho deste ano.

Embora o desejo de privatizar os Correios não seja nenhuma novidade, é preciso combater o projeto de governo que precariza os serviços e coloca em perigo os empregos de 107 mil funcionários em todo o país.

Os Correios são uma empresa com mais de 350 anos e de importante papel social junto à nossa população. Está presente em praticamente todos os municípios brasileiros – acima de cinco mil – e, em quase dois mil municípios, a estatal é a única representação da sociedade com serviços bancários e até de documentos.

WhatsApp Image 2019-05-04 at 18.30.54“Como empresa pública, os Correios devem garantir a entrega em todo o território nacional. Caso seja privatizado, todos nós seremos afetados. Para os clientes, os preços vão ficar mais caros e os serviços cada vez piores. Algumas regiões sequer vão contar com esses serviços, principalmente nas periferias, já que as empresas concorrentes vão apenas aonde tem lucro. Elas não têm preocupação com o social, e com a privatização o governo não vai ter como obriga-las a cumprir esse papel. Por isso, pedimos o apoio de toda população junto aos trabalhadores nesse embate”, ressaltou Amanda Corcino.

Outra grande ilusão a ser combatida é a ideia que implantaram na sociedade de que os Correios dão prejuízo. Na verdade, a estatal é superavitária e os salários dos funcionários não dependem dos clientes ou do governo federal, que, aliás, retirou grandes quantias de dinheiro dos Correios e nunca devolveu à empresa, ocasionando dificuldades.

“Ainda assim, desde 2017 a empresa não tem mais prejuízos. E os momentos difíceis foram justamente porque o próprio governo retirou mais que o necessário, além dos atos de gestão que desfavoreceram a estatal. Como o DDA, que torna os serviços piores e atrasa as entregas para o povo “, relatou a presidente do sindicato.

Pesquisas mostram que enviar encomendas via Correios é até três vezes mais barato que na concorrência. A desculpa não pode ser o monopólio, já que isso acontece na estatal apenas para correspondências.

É preciso difundir entre os amigos, conhecidos, as famílias e até no balcão com os clientes a importância de manter a empresa de Correios pública e de qualidade para todos. A solução para a empresa e para o Brasil não é a venda, mas os investimentos reais em serviços, fidelização das atividades de entrega com o próprio governo federal, contratações via concurso público e a modernização para continuar avançando por água, terra e ar para alcançar cada cidadão que espera ansioso pela chegada dos Correios na sua porta.

Vem com a gente, vem defender os Correios!

Correios privatizado, povo prejudicado!

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