Estado de greve é aprovado nessa terça-feira e nova assembleia será 18 de julho

Em assembleia do SINTECT/DF, nessa terça-feira, dia 3 de julho, os trabalhadores do DF e regiões do entorno aprovaram, por unanimidade, o estado de greve. A orientação repassada pelo Comando de Negociações foi acolhida pela categoria devido aos ataques que a empresa tem direcionado ao Acordo Coletivo de Trabalho 2018/19, sem aprovação de nenhuma proposta dos empregados e apenas com a intenção de retirar direitos e conquistas. A afronta da ECT não será aceita em silêncio pelos trabalhadores.

Portanto, uma nova assembleia será realizada no dia 18 de julho, em frente ao edifício sede dos Correios, para fortalecer a mobilização durante a campanha salarial ou já para deflagração da greve da categoria, dependendo do andamento das negociações. É muito importante que os trabalhadores fiquem atento ao calendário lançado e às orientações do Comando de Negociações.

Até agora, a ECT não fez outra coisa a não ser propor exclusões de cláusulas e tentar se eximir do ônus dos benefícios dos trabalhadores. Na mesa de negociação com os representantes dos sindicatos de todo o país, a empresa desferiu ataques como a extinção do Vale Cultura; do Vale Peru; aumento da coparticipação no ticket, como de 0,5% para 5% e 5% para 10%, de acordo com a referência salarial; a redução da representatividade sindical, e sequer propôs mudanças para o plano de saúde da categoria.

As pautas emergenciais ficaram para as pendências, que serão resolvidas por último na campanha. “Difícil, no entanto, é saber o que não será considerado pendência, já que a empresa está deixando tudo para depois e não entra em acordo com o Comando. Ela apenas discute, mas sem avanços”, analisou o diretor de Eventos do sindicato do DF na mesa, Lúcio Ferreira.

Informes

Ainda durante a assembleia, foram repassados informes da categoria, como sobre a última decisão da ECT de terceirizar as entregas sob duas rodas. Ou seja, a empresa quer trocar os próprios empregados motociclistas por motoboys, com a desculpa de fazer parte de uma modalidade nova de mercado. Enquanto isso, no Brasil, muitos ecetistas motociclistas permanecem sem receber o adicional de periculosidade sancionado por lei federal. Mais um direito cerceado e que pode ser extinto de vez se os trabalhadores não lutarem também contra essa retirada.

Outro ponto que vem causando discussão entre representantes e a base é sobre o Postalis. Além de cobrar caro da categoria por um rombo cometido por terceiros na previdência dos trabalhadores, a ECT, durante as negociações, propôs esquecer a cláusula do fundo e deixar os trabalhadores a própria sorte. O SINTECT/DF repudia o descaso da empresa e cobra que haja uma solução para esse impasse que já dura anos.

Ano eleitoral

Apesar da conjuntura nacional do Brasil e de outros países, com o avanço dos interesses capitalistas, sempre de olho na lucratividade das empresas públicas e estatais, o SINTECT/DF parabenizou os cidadãos do México, que, pela primeira vez, elegeram um candidato da esquerda como presidente do país. Andrés Manuel López Obrador, foi eleito com mais de 53% dos votos. 

“É importante votar em quem defende as empresas públicas. Não adianta nada fazer greve agora, se em outubro você votar em alguém favorável ao projeto de entrega do patrimônio público. Ano eleitoral exige atenção redobrada dos trabalhadores aos candidatos que realmente agregam à luta e pensam na coletividade, no real papel com os cidadãos”, ressaltou a presidenta Amanda Corcino ao refletir sobre as eleições deste ano com os companheiros.

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