Categoria é chamada à luta para barrar aumento da conta do Postalis no bolso do trabalhador

Recentemente, ainda no fim do mês de junho, o SINTECT/DF e outras entidades representativas dos trabalhadores dos Correios participaram de uma reunião convocada pelo interventor do Postalis, Walter Parente, para tratar de assuntos referentes à previdência da categoria. Dividido em três partes, o encontrou tratou de temas como a re-precificação dos ativos do Plano BD, alternativas de solução para o Plano BD e as ações contra o banco BNY Mellon.

De acordo com o interventor, houve uma avaliação incorreta dos investimentos do fundo de pensão, que valiam bem menos do que o indicado. Segundo ele, o patrimônio estimado em R$ 5,3 milhões ao final de 2016 era, na verdade, de R$ 2,8 bilhões. Walter Parente reforçou que o mesmo aconteceu com o Postalprev.

Com isso, a alternativa, conforme o interventor anunciou, seria ou a criação de um novo fundo, o plano Contribuição Definida (CD). No entanto, por esse, o trabalhador seria remunerado futuramente apenas com base na reserva matemática apurada individualmente. Outra sugestão, para ele, é se manter no Plano BD e aguentar as consequências do equacionamento. Ou seja, ou ele paga e recebe apenas pelo que contribuiu, exatamente, ou continua retirando do mais baixo salário entre empresas públicas e estatais para poder descansar quando aposentar. Isso se realmente for possível ter algum descanso.

Para reverter a situação, tanto o Postalis quanto a direção dos Correios deveriam colocar um escritório jurídico à disposição, nos EUA, para entrar com ações a favor da categoria. O que não vem acontecendo e, muito pelo contrário, como bem informou Walter Parente, o escritório americano que havia sido contratado sequer está cumprindo com os acordos contratuais.

Em ato, nessa terça-feira (17), na porta do edifício sede dos Correios, o Comando de Negociação foi protestar contra os abusos do fundo de previdência dos ecetistas. Na ocasião, o secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo, destacou que o problema do Postalis é também um problema da direção da estatal e faltam ações eficazes para solucionar os problemas. “Precisamos discutir uma fórmula de como atuar e como se fazer ouvido. Tanto na embaixada dos EUA quanto no Postalis ou com a direção dos Correios”, avaliou.

O SINTECT/DF vai buscar esclarecimentos do interventor do fundo de pensão para saber como se deu essa política de re-precificação dos ativos que reduziu o valor de resgate do plano, causando prejuízos a muitos trabalhadores. “Houve denúncias, inclusive, de reduções nos valores de resgate de mais de R$ 15 mil de alguns empregados que já estavam com R$ 100 mil a R$ 112 mil. Nota-se, claramente, que esse interventor tem desenvolvido ações para justificar a liquidação do plano e acabar com a previdência complementar à poupança dos trabalhadores, para apagar as digitais de quem já desfalcou e continua desfalcando do Postalis, a mando do governo de Michel Temer”, analisa a presidenta do sindicato, Amanda Corcino.

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