SINTECT/DF repudia decisão da ECT de substituir motociclistas por motoboy

O SINTECT/DF repudia, por meio de nota oficial, a atitude reacionária da direção da empresa que, em mais um passo em rumo à implantação da contrarreforma trabalhista, quer implantar a terceirização ampla, substituindo os carteiros motociclistas por motoboys, sob a prerrogativa de credenciamento na modalidade crowdshipping – entregas feitas por cidadãos comuns. Uma maneira de contratar terceirizados – pessoas jurídicas e microempreendedores individuais -, sem técnicas ou garantias de direitos para o presente ou o futuro. Para nós, trata-se de um claro ataque contra os trabalhadores concursados, principalmente no Distrito Federal, um dos únicos sindicatos que conseguiu, além do AADC, o adicional de periculosidade estabelecido por lei federal para quem trabalha de motocicleta.

Essa política de retirada de direitos conquistados, que foi praticada em larga escala pelo ex-presidente Guilherme Campos e agora vem sendo tocada pelo novo presidente Carlos Fortner, visa claramente o enxugamento da folha de pagamento para tornar a empresa atrativa aos barões do capital internacional privado.

Já foi reduzido drasticamente o quantitativo de funcionários que trabalham no terceiro turno e também nos finais de semana, cortaram as horas-extras e tentam a todo o instante implantar o banco de horas. Também extinguiram o cargo de OTT’s, terceirizaram, sem limites, os CTC’s e CTE’s e fecharam agências com demissões de empregados concursados.

A categoria não pode se enganar. Se não houver uma mobilização urgente, essas decisões podem servir de precedentes para atingir os demais trabalhadores.

O momento é de união
A única chance da categoria é a luta. O SINTECT/DF tem atuado de todas as maneiras para informar, organizar e mobilizar os ecetistas contra esses ataques. Somente assim haverá chance de salvar os Correios da privatização e os seus funcionários da demissão.

Pelo fim das terceirizações
Por um correios 100% público e de qualidade.
Pela abertura de concurso público para 20 mil vagas
Por um Brasil mais democrático e livre do fascismo só um caminho se apresenta: o da luta!

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