Sindicato convoca para Plenária Nacional dia 26 de novembro contra privatizações

O SINTECT/DF convoca toda categoria a participar, no dia 26 de novembro, da Plenária Nacional em Defesa dos Serviços Públicos Municipais, Estaduais e Federais, das Estatais, do Brasil e dos Trabalhadores. As oito principais centrais sindicais do Brasil – CUT, CGTB, CSB, CSP Conlutas, CTB, Força Sindical, Intersindical e NCST – vão se reunir a partir das 9 horas no Teatro do Sindicato dos Bancários, para debater o impacto das privatizações e as ações estratégicas e unitárias para retirar os servidores públicos da mira do governo Bolsonaro.

A atividade faz parte do contra-ataque dos trabalhadores contra os ataques do Executivo, que tem como foco a venda das empresas do povo. Os Correios estão na mira dos liberais e é uma das empresas mais visadas para privatização. Os impactos podem ser desastrosos em um país continental como o Brasil.

Assim como a comunicação, a saúde, o sistema elétrico e petroleiro do Brasil e até a nossa moeda correm riscos com o entreguismo que está sendo instaurado. O objetivo do governo federal é acabar com soberania dos brasileiros e entregar aos empresários as instituições públicas, a classe trabalhadora e até mesmo os recursos naturais, para que sejam explorados da maneira mais capitalista e desumana possível.

Isento e longe do verdadeiro patriotismo pregado, esse governo atual está acabando a qualidade da oferta de serviços públicos no país, colocando os funcionários nas mãos do lucro e fechando os olhos para a corrupção que toma conta dos cargos dentro e fora do Congresso Nacional.

Por esses motivos e os próprios da categoria ecetista, o sindicato reforça que as ações de unidade e luta somam na defesa do patrimônio nacional. Dia 26 de novembro, é fundamental a presença de todos na plenária que encerrará às 16 horas com ato político.

LEIA ABAIXO O MANIFESTO EM DEFESA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS, DAS EMPRESAS ESTATAIS E PÚBLICAS, DO BRASIL E DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS:

Brasileiros e brasileiras de todos os cantos e recantos de nosso imenso país. Estamos presenciando um desmonte irresponsável de nossas empresas estatais e públicas, que são entregues a baixos preços para milionários nacionais e internacionais. Assistimos aterrorizados a medidas governamentais que destroem a capacidade de os órgãos públicos prestarem serviços gratuitos e de qualidade para nosso povo. Retiram os recursos dos órgãos que prestam serviços públicos essenciais, como saúde, educação, pesquisa, segurança, dentre outros, visando colocar o nosso povo contra os servidores e justificar as privatizações em todas as áreas.

O Sistema Único de Saúde Pública do Brasil é referência mundial. Muitos moradores de países vizinhos atravessam a fronteira para serem atendidos em nosso país porque o atendimento é gratuito. Atacam nossos sistemas de saúde e ensino públicos e gratuitos, retiram direitos e querem acabar com a estabilidade dos servidores públicos com o objetivo de transformar a educação e a saúde em mercadorias, em serviços privados pagos, para beneficiar apenas quem tem capital e que pode transformar a saúde e a educação em um lucrativo negócio. Beneficiam famílias ricas e filhos da elite em prejuízo do nosso povo, que labuta de sol a sol em busca de oportunidades de trabalho para sobreviver.

O governo federal está vendendo até a Casa da Moeda. Nem o nosso próprio dinheiro será mais impresso por nós mesmos. Destrói os sistemas de fiscalização trabalhista e previdenciária, para que as empresas possam ampliar a exploração e impor condições desumanas aos trabalhadores. Enfraquece os órgãos de fiscalização, promovendo desastres como o incêndio de nossa querida Amazônia; a inundação das praias, rios, reservas marinhas por óleo cru no Nordeste; e a eliminação em massa de nossas abelhas polinizadoras pelo intenso uso de agrotóxicos. Estes são apenas exemplos do intenso processo de destruição promovido pelo desmonte e esvaziamento dos órgãos públicos. Já não sabemos se o que comemos e o que bebemos está adequado ao consumo, em face da irresponsabilidade governamental com a saúde e com a vida.

Todos sabemos que nosso Brasil e nosso povo precisam de mais saúde, mais médicos, mais equipamentos e mais investimentos em educação pública e gratuita em todos os níveis. Um país sem investimentos em educação, ciência, pesquisa e desenvolvimento tecnológico é um país sem futuro, que condena seu povo a não ter oportunidades para crescer e se desenvolver. Condena seu povo a sobreviver em ambientes violentos e sem segurança, onde a vida não tem valor.

A proposta do governo federal de acabar com a estabilidade do servidor público nada tem a ver com a qualidade dos serviços prestados. Querem retirar a estabilidade e acabar com os concursos públicos para entregar estes serviços para empresas que podem contemplar as indicações políticas de vereadores, deputados e senadores. Ao invés de concurso público, o que vai prevalecer é a indicação política.

A defesa do Brasil, de sua soberania e do direito de seu povo a ter oportunidades para se desenvolver passa pela defesa de portos públicos, de estatais estratégicas como a Petrobras e a Eletrobrás. É essencial termos bancos públicos fortes, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, entre outros. É fundamental termos institutos de pesquisas públicos como Embrapa, INPE, IBGE e tantos outros.

Um país imenso e rico em recursos naturais como petróleo, ferro, água, nióbio, terras, florestas, ar, sol como o Brasil, que já foi a sexta economia do mundo, precisa ter empresas estatais e públicas fortes e serviços públicos municipais, estaduais e federais de qualidade, prestados gratuitamente para o povo brasileiro. Ao invés de retirar recursos financeiros e os direitos dos servidores públicos o Brasil precisa investir nos serviços e valorizar seus servidores para que os serviços públicos sejam de qualidade, gratuitos e atendam a todos e todas.

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