O SINTECT-DF está constantemente cobrando por mais segurança para os trabalhadores. Os últimos episódios de violência, relatados inclusive pela mídia, são inadmissíveis e precisam ser combatidos. Além das ameaças aos direitos, diariamente os ecetistas têm que lidar com o medo nas ruas e isso precisa ter um fim. Com a repercussão do caso de Planaltina, onde o carteiro foi agredido após ter mercadorias roubadas, além de objetos pessoais, e de São Sebastião, com um carteiro vítima de arma de fogo, na última terça-feira (20), a diretoria do sindicato se reuniu com a Polícia Militar e representantes da ECT na busca por alternativas, para criar mecanismos de segurança para a categoria.
Na ocasião, o comandante da PM se comprometeu a dar mais apoio aos trabalhadores, acompanhando, aleatoriamente, a saída dos veículos com encomendas. Ele orientou para que, ao ver qualquer movimentação estranha nas redondezas, o carteiro entre em contato com a polícia ou que se dirija ao próximo local de entrega, saindo imediatamente da região ameaçada.
Somente este ano, estima-se que os trabalhadores dos Correios tenham sido vítimas de 12 assaltos, no DF e no entorno. Entre 2016 e 2017, foram contabilizados, em média, 80 casos. Em menos de um mês, trabalhadores do CDD Valparaíso, na região do Novo Gama (GO), foram alvos de cinco assaltos. O SINTECT-DF também esteve lá e conseguiu a suspensão das entregas, após uma reunião também com a PM e a representação da empresa. A mobilização dos próprios empregados também foi muito importante para evitar mais casos de violência e vítimas nessa localidade.
O aumento do número de assaltos é fruto da vulnerabilidade pela qual passa a categoria, com o descaso na segurança, tanto a pública quanto da própria ECT, como pode ser notado com a retirada de vigilantes das agências e falta de investimentos em melhorias nesse aspecto. Portanto, o sindicato vai denunciar essa precariedade ao Ministério Público, a fim de que a empresa promova melhores condições de trabalho e vida aos seus empregados.
ASSISTA!
Entrevista SINTECT/DF ao Bom Dia DF, em 20/03/2018

