O SINTECT/DF tem recebido diversas reclamações de trabalhadores que estão sofrendo descontos, porém, não estão recebendo benefícios como o vale-alimentação e o vale-transporte, nem mesmo o salário. Isso porque, antigamente, era a Central de Gestão de Pessoas (CEGEP) da ECT a única responsável pela área. Porém, há cerca de seis meses, o ex-presidente Guilherme Campos alterou a responsabilidade, passando para dois estados do Brasil: a folha de pagamentos foi para Belo Horizonte (MG), onde está localizado o diretor da CEGEP, e questões ligadas ao vale-alimentação serão atendidas em Curitiba (PR).
Isso, entretanto, tem engessado o trabalho dos profissionais do edifício sede dos Correios, em Brasília, onde funcionava toda essa administração, e a desorganização da empresa gera transtornos para os empregados, em geral. Antes da mudança, o administrativo da capital federal possuía autonomia e mais facilidade para encontrar os erros e corrigi-los.
Aqui mesmo, no Distrito Federal, por exemplo, um trabalhador passou pelo constrangimento de ter o vale-transporte descontado, mas sem receber um real pelo benefício. Isso porque a sessão em Curitiba havia trocado os nomes, confundindo o empregado com alguém de nome parecido, que estava saindo dos Correios pelo Programa de Demissão Incentivada (PDI) e cancelando o vale do trabalhador na ativa.
Passou-se um mês até que tudo se resolvesse. Apenas com o envolvimento do SINTECT/DF a analista de sistemas de Curitiba reconheceu a troca de nomes. A irresponsabilidade do sistema criado a distância onerou o bolso desse e demais trabalhadores que estão em situações parecidas.
Para a diretoria do sindicato, é preciso que a gestão dos Correios tome providências rapidamente a respeito dessa falha de administração e corrija os problemas ocasionados com a decisão errada da empresa em distribuir as responsabilidades país afora. Caso a ECT não se pronuncie e melhore a gestão dos benefícios e salários dos próprios empregados, o sindicato deverá tomar as providências cabíveis, para que ninguém fique sem receber o que é de direito.

