Categoria aprova estado de greve e vai às ruas, no dia 19, com as centrais sindicais

Em assembleia, nessa quinta-feira (15), orientados pelo SINTECT/DF a permanecerem mobilizados quanto às retiradas de direitos promovidas pela ECT e pelo governo federal, os trabalhadores aprovaram o estado de greve. Na ocasião, também foram repassados alguns informes pelo sindicato.

O plano de saúde dos trabalhadores dos Correios, que seria julgado no dia 19, agora passará por uma nova tentativa de conciliação, já com audiência marcada no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para o dia 22 de fevereiro. Não aceitaremos, enquanto categoria, a imposição de mensalidades absurdas e incoerentes com a realidade salarial do trabalhador de Correios, tão pouco a retirada dos nossos dependentes do plano.

Foi informado também que, na última semana, o sindicato participou da audiência pelo plano de saúde dos empregados novatos. Entretanto, a representação da ECT e os advogados da empresa não compareceram. Em breve, uma nova data para julgamento será anunciada. Mais um motivo para atenção e participação da categoria nas mobilizações do SINTECT/DF. Ainda que recém ingressados nos Correios, é necessário que todos colaborem e apoiem a luta pela manutenção do nosso benefício.

Ainda, foi aprovado na assembleia de ontem a contribuição sindical nos mesmos moldes do antigo imposto sindical. Reforçamos que essa colaboração é fundamental para o financiamento da nossa luta em manutenção dos nossos direitos e que a extinção do imposto sindical, sem a apresentação de uma alternativa é uma tentativa desse governo golpista de enfraquecer as entidades sindicais.

Não à retirada de direitos

Segunda-feira, dia 19 de fevereiro, atendendo ao chamado das centrais sindicais de todo o Brasil, os trabalhadores dos Correios também vão participar do dia de lutas organizado para tentar barrar a reforma da previdência. A concentração será às 17 horas, em frente ao Museu da República. Um momento crucial para nos organizamos não somente como categoria ecetista, mas também como classe trabalhadora. É necessário que os protestos transcendam as redes sociais e ganhem as ruas, pois somente com a pressão popular iremos barrar a reforma da previdência.

Nessa primeira assembleia, ficou claro que 2018 será um ano de combate às intransigências da gestão da estatal e do governo golpista. A extinção do cargo de OTTs abre precedentes para a terceirização também de outros cargos, como dos carteiros e atendentes. Enquanto a empresa fala em fim do monopólio postal (mesmo esse ainda representando 46% da receita dos Correios), argumenta a necessidade de seguir outros padrões, como dos Correios alemão, com vistas apenas no modelo concorrencial. Além disso, ela já começa a aplicar a reforma trabalhista para o administrativo da estatal, com redução da carga horária e 25% do salário. Outro grave alerta para toda a categoria.

Precisamos derrotar a política nefasta do governo federal. Querem transformar os Correios no espelho da política do Estado. Tudo que conquistamos, até hoje, foi na base da luta. Devemos estar preparados para o que possa vir, sem fraquejar. A empresa de Correios é fundamental para o nosso País.

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