TST faz proposta para o plano de saúde dos trabalhadores sob condição de não haver greve até dezembro

Surpreendidos pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), os representantes dos sindicatos filiados à FENTECT, em Brasília, ouviram do vice-presidente do tribunal, Emmanoel Pereira, a proposta para o plano de saúde da categoria. Foi sugerida a prorrogação do ACT 2016/17 até 31 de dezembro deste ano. Em contrapartida, os ecetistas não poderiam, em caso de aprovação, realizar nenhuma greve, ainda que por outros problemas com a empresa.

 
Ainda de acordo com a proposta do ministro, os trabalhadores ficam sem a garantia de valores retroativos nos salários e benefícios da categoria. Outro grave perigo é começar a negociar um acordo coletivo somente após entrar em vigor a reforma trabalhista, que passa a valer a partir do mês de novembro.

 
A representação dos ecetistas, ligada à FENTECT, se reuniu e decidiu pela não aprovação, tendo em vista, ainda, que as decisões cabem às assembleias. Parte da categoria filiada à federação chegou à conclusão que é necessário zelar pelas negociações diretas com a empresa em prol da garantia dos direitos dos trabalhadores dos Correios. Não será aprovada também qualquer postura que proíba os ecetistas de exercer o direito constitucional de greve.

 
Já a ECT prontamente acatou a palavra do ministro e solicitou uma espécie de punição ao descumprimento da proposta, bem como a Findect, que também concordou com o que foi sugerido pelo vice-presidente do TST.

 

Ao final da reunião, o ministro concedeu o prazo de 15 dias para que as representações dos trabalhadores oficializem o posicionamento e cinco dias após esse período à empresa. Aproveitando esses prazos, novamente a ECT demonstrou descaso com a categoria ao adiar, pela segunda vez o início das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2017/18.

 
Nova assembleia: a definir!
A diretoria do SINTECT/DF, agora, vai aguardar a orientação do comando, que se reúne nesta terça-feira (23) para, então, marcar uma nova data para assembleia do SINTECT/DF. Porém, o sindicato reforça que apoia a decisão dos representantes que estavam unidos na mediação e concorda com a importância da negociação coletiva da categoria e o respeito à data base. É preciso discutir em conjunto os objetivos e as necessidades dos trabalhadores. Por isso, também é essencial que a categoria permaneça na luta, participando de todas as assembleias e acompanhando as informações da entidade, para que a campanha salarial vigore e, dessa maneira, nenhum ecetista seja lesado pelas arbitrariedades da ECT.

Foto: Heitor Lopes/FENTECT

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