Trabalhadores de Centro de Entregas dos Correios param por mais segurança

Por mais segurança e melhores condições de trabalho, trabalhadores dos Correios do Centro de Entregas de Encomendas (CEE), em Taguatinga Sul, paralisaram as atividades durante toda a manhã desta quarta (19). Os trabalhadores lidam diariamente com constantes assaltos, falta de efetivo e, consequentemente, sobrecarga de trabalho. Ao final da manhã, após representantes da empresa se comprometerem em implementar mecanismo de segurança na unidade, os funcionários voltaram às suas atividades, mas mantiveram o estado de greve.

Com a paralisação e mobilização dos trabalhadores, a empresa, que antes se recusava a tomar atitudes, apresentou uma proposta de melhoria das condições de trabalho e em relação à segurança. Os Correios se comprometeram, em até 15 dias úteis, pôr em prática novas medidas para coibir os assaltos.

A presidente do sindicato (Sintect), Amanda Corcino, destaca que é obrigação da empresa garantir segurança e bem-estar do funcionário. “Não se trata apenas de segurança pública, como os Correios alegam. A empresa tem o dever de se preocupar com a integridade do trabalhador”, afirma.

De acordo com Jardel Macedo, funcionário da unidade, nos últimos meses, o número de assaltos aos carteiros cresceu assustadoramente. Macedo relata que a empresa só se posicionou em relação à situação após ladrões queimarem dois carros de entrega, na semana passada. “Em alguns casos, o funcionário é até sequestrado e acaba apanhando. Os Correios só tomaram uma atitude quando sentiu a perda no bolso. Nota-se, nitidamente, que a preocupação é com o patrimônio e não com o trabalhador”, disse.

Macedo aponta a falta de concurso público nos Correios como principal causa da falta de efetivo na unidade, hoje, com carência de 19 funcionários. O último concurso ocorreu em 2011. Os trabalhadores do CEE/Taguatinga enfrentam, também, as precárias condições do local de trabalho. O prédio não comporta toda a demanda do CEE, que atende Samambaia, Águas Claras, Taguatinga e Ceilândia. “É uma sequência de fatores que só agrava nosso trabalho”, afirma Jardel.

Luiz Roberto, diretor do sindicato, considera a paralisação bastante positiva. “Após a aprovação do indicativo de greve na semana passada, a empresa repôs três vagas que estavam em aberto e mudou alguns procedimentos”. No entanto, o sindicalista ressalta: “Caso os Correios não cumpram o prometido, será realizada nova paralisação por tempo indeterminado”.

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