O novo presidente dos Correios, Guilherme Campos, nomeado pelo ministro das Comunicações, do governo interino e golpista, Gilberto Kassab, demonstrou total desconhecimento das causas dos trabalhadores dos Correios e, ainda pior, da própria empresa, ao tentar atribuir, infortunadamente, a responsabilidade pela crise na ECT aos próprios empregados. Talvez por puro desconhecimento, como leigo e mal assessorado, o presidente não esteja ciente de que as maiores dificuldades enfrentadas, hoje, pelos ecetistas, advém da péssima administração dos Correios.
Guilherme Campos atribui os altos índices de absenteísmo à irresponsabilidade dos trabalhadores. Enquanto isso, admite que os Correios adoecem os mesmos. Esse número considerado elevado tende a aumentar, mas por omissão da empresa, que se recusa a abrir novos concursos – o último foi em 2011 -, mantém o ritmo de trabalho mesmo confirmada a necessidade de 20 mil profissionais para suprir as demandas e ainda ataca constantemente direitos e benefícios da classe.
Para a presidenta do Sintect/DF, Amanda Corcino, o posicionamento de Guilherme Campos é lamentável. “Isto é reflexo da má gestão dos dirigentes dos Correios. Culpabilizar o trabalhador é inadmissível. É preciso que haja investimento em concursos, novas contratações e em melhores condições de trabalho. O efetivo que temos hoje não atende completamente à população e se atualmente temos estrutura para oferecer um serviço de qualidade é graças ao empenho e dedicação de cada companheiro e companheira ecetista. Repudiamos a opinião do presidente e convocamos todos os trabalhadores a se unirem em uma grande luta para mostrar a importância dos trabalhadores dos Correios e do trabalho que é prestado”, disse.
Fonte: Fentect e Sintect

