Hoje (17), diretores do SINTECT/DF e trabalhadores da região participaram da audiência pública no Senado Federal, que foi convocada para tratar o anúncio de fechamento de agências e demissões de funcionários. Na oportunidade, a diretoria recordou a decisão arbitrária de extinção do cargo de OTTs no início do ano. “Lamentamos o fim do cargo de operador, um trabalhador com elo de grande importância nos Correios e, em apenas uma canetada, teve o cargo extinto. Já estão colocando mão de obra temporária e terceirizada nas unidades”, informou o diretor Jovan Sardinha.
O representante do sindicato também relembrou a postura do último presidente, Guilherme Campos, que preferiu acusar a todo tempo a categoria pelos problemas da gestão da diretoria da estatal. “No início do mandato ele já nos acusava de adoecer muito. Logo o trabalhador que coloca a empresa em pé. Essa era a visão de um empresário e administrador que não valorizava os profissionais. Guilherme Campos era o garoto propaganda de notícias ruins sobre os Correios”, disse.
Representando a FENTECT, o secretário geral José Rivaldo da Silva destacou que a categoria é contrária à situação que está sendo imposta e o novo presidente, Carlos Fortner, deve debater com os trabalhadores o modelo de transição. Segundo ele, ainda há tempo para preservar as pessoas e seus direitos e o serviço de integração nacional, que é o papel dos Correios com
a sociedade.
Sardinha também destacou a situação de muitas agências no DF e entorno, em más condições. Por exemplo, sem segurança, já que os vigilantes foram retirados; sem climatização, com a falta de ar condicionado; ausência de materiais mínimos para trabalhar nas agências, o que ocasiona transtornos e até mesmo violência contra os atendentes, entre diversos problemas. Além disso, há temor quanto à estabilidade nos Correios e a dúvida nos trabalhadores se amanhã estarão empregados e trabalhando.
A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) avisou que haverá reação da categoria a essas ameaças da empresa, juntamente à sociedade e aos parlamentares que apoiam a empresa 100% pública e de qualidade. “A população sabe e confia nos Correios, ainda que não tenhamos sequer a fidelização de todo tipo de entrega de correspondências do governo federal. Queremos todos os estudos e as atas de deliberações para entender a lógica disso para uma empresa que tem excelência”, solicitou.
“É muito triste ver a empresa se preocupar em retirar e destruir agências próprias, com trabalhadores concursados, para aumentar o lucro dos empresários e faltar no compromisso social com a população”, lamentou Jovan Sardinha.
Toda a diretoria do SINTECT/DF espera que, com essa audiência pública do Senado, os parlamentares e os gestores dos Correios revejam com atenção e cuidado a situação não apenas dos trabalhadores e seus empregos, mas a destruição de um patrimônio histórico brasileiro, para que a empresa volte a crescer, sem reduzir o quadro de empregados e a qualidade mantida durante anos.
Fotos: Heitor Lopes (FENTECT)





