SINTECT E FENTECT repudiam intenção do governo golpista de privatizar os Correios

A direção da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT) repudia a intenção do governo interino golpista, Michel Temer, em privatizar os Correios e outras empresas públicas. Trata-se de uma saída neoliberal, baseada no princípio do Estado mínimo, que atinge programas e direitos sociais, entregando o patrimônio e as riquezas públicas para o capital privado que só visa ao lucro e não ao bem estar social.

A posição da FENTECT é manifestada pelo secretário-geral, José Rivaldo, para quem os maiores prejudicados com privatização são os trabalhadores. Suas declarações foram feitas em referência à reunião que o presidente interino e golpista, Michel Temer, fez com o núcleo econômico de seu governo, na última terça (19), quando pediu à sua equipe estudos para criar um modelo de gestão compartilhada em algumas áreas dos Correios para tirar a empresa da suposta crise.

O presidente golpista disse não ser a favor da privatização dos Correios por ser uma empresa de grande representação no país. Mas, no entanto, afirmou que a crise instaurada na companhia sinaliza a necessidade de avançar em parcerias com o setor privado. O presidente golpista se reuniu, também, com empresários, onde prometeu enviar e aprovar, ainda este ano, reformas da Previdência e trabalhista.

Na opinião de José Rivaldo, essas medidas em nada contribuem para o crescimento dos Correios. “Ao contrário, a privatização só nos traria danos. Permitiria a terceirização de serviços, enxugamento de quadros e demissões em grande escala, além de precarizar as relações de trabalho nos serviços subcontratados, com redução de salários e benefícios trabalhistas, aumento de jornada e, consequentemente, perda da qualidade do serviço que oferecemos à população. O setor privado, por exemplo, não tem interesse em atender população de locais distantes e sem estrutura no país, que não lhe garante retorno financeiro”, afirma.

O Secretário Geral da FENTECT afirma, ainda, que nós, trabalhadores, não somos culpados pela crise na empresa. Ressalta que a culpa vem da má administração. “O ideal é a empresa abrir concursos públicos, contratar mais funcionários e manter o padrão do trabalho, que, até então, vínhamos desenvolvendo e que garantiu credibilidade e elogios aos Correios durante décadas junto à população. Além disso, os Correios, como instrumento de comunicação e integração social, são estratégicos para o país. Estaremos juntos, lutando para manter os Correios como Estatal, pública, de qualidade e a serviço do povo”, conclui.

 

O Sintect/DF  também repudia a intenção do presidente golpista em privatizar os Correios. Para a presidente do sindicato, Amanda Corcino, o presidente é interino, mas os estragos deixados por ele podem ser pemanentes. “Este é um processo delicado que  atinge tanto a população como a nós, trabalhadores. Esse é um projeto entreguista que representa o Estado mínimo, com redução de serviços públicos e projetos sociais e ataca os direitos dos trabalhadores. Vamos manter nossa luta por nossos empregos e pelo  patrimonio do povo”, afirma.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *