Diretores do SINTECT/DF e os assessores jurídicos se reuniram na última semana na Procuradoria Geral do DF para tratar de assuntos referentes à violência sofrida pelos trabalhadores nas agências do Distrito Federal e entorno. Recebidos pelo Procurador Federal Mário Medeiros, os representantes do sindicato foram orientados a repassar informações pertinentes aos casos de assaltos para que o órgão faça o devido acompanhamento e cobre da ECT as ações adequadas para resguardar a segurança dos próprios empregados.
Na ocasião, foi relatado ao procurador o caso de um ecetista filiado que sofreu dois assaltos. Em um deles, a polícia conseguiu prender o menor de idade que participava. O empregado, então, precisou fazer o reconhecimento do meliante. Tudo sem advogado e nenhum respaldo ou apoio da direção dos Correios. Com isso, o trabalhador, além de ter sido constrangido, ficou abalado, sem qualquer garantia.
O procurador Medeiros, então, sensibilizado com a história, que não é única na categoria e se repete constantemente, se colocou à disposição para aprofundar a discussão com a ECT e entender quais soluções a empresa poderá providenciar de imediato.
Para esse entendimento, o SINTECT/DF entrará com pedido para que os gestores da estatal forneçam os números de assaltos nos anos 2017 e 2018. Sabe-se, entretanto, das dificuldades de transparência junto à direção dos Correios, tendo em vista que os números já foram solicitados pela assessoria de comunicação em outros momentos, sem sucesso, sendo encaminhada a demanda à Polícia Federal, também sem retorno satisfatório dos dados.
Ainda assim, o sindicato vai permanecer em parceria com a Procuradoria a fim de resolver esses problemas que têm sido agravados pela empresa com a precariedade e as limitações impostas à segurança do trabalhador. Não vamos admitir que as vidas dos ecetistas estejam abaixo do lucro, maior objetivo das últimas gestões dessa empresa, que é patrimônio nacional e tem como principal papel o social.

