EM ATO, TRABALHADORES DOS CORREIOS MOSTRAM MOBILIZAÇÃO CONTRA ATAQUES DA ECT

Trabalhadores dos Correios de todo o Brasil deram mais um passo em direção à Greve Nacional dos Correios, que responde aos ataques da gestão do Floriano Peixoto contra a categoria ecetista, desde o início do governo Bolsonaro. A disposição de mobilização e unidade foi dada nesta terça-feira (23/8), no Ato Unificado Nacional em Defesa dos Correios, convocado pela FENTECT-DF e integrado pelo SINTECT-DF e outros sindicatos.

Além de indicar a greve, o ato reivindicou a reabertura das negociações da campanha salarial, a manutenção das cláusulas do Acordo Coletivo, a recomposição da inflação nos salários, a realização de concurso público e o fim das investidas pela privatização da estatal.

“A manifestação de hoje mostrou a disposição da categoria para o chamamento da greve no dia 1º de setembro, caso a direção da ECT continue com essa postura de não querer negociar e de retirar direitos. A verdade é que eles não querem negociar. Não querem discutir a melhoria das condições de trabalho, discutir recursos para aumentar a qualidade do serviço prestado à população”, afirma Amanda Corsino, presidenta do SINTECT-DF. Segundo ela, “o ato veio em um momento oportuno, já que a empresa, mais uma vez, desrespeita seus trabalhadores ao encerrar, de forma unilateral, as negociações da campanha salarial e decide suspender alguns direitos da nossa sentença normativa”.

No pacote de maldades apresentado pela gestão Peixoto estão: reajuste zero no vale-alimentação e no vale-refeição; fim da Responsabilidade Civil em Acidente de Trânsito (Exclusão da Cláusula 27); retirada da entrega matutina; controle político partidário (proibição de manifestação política); reajuste de pouco mais de 2% no salário (20% do IPCA); entre outros.

A direção da ECT, guiada pelo bolsonarismo de Peixoto, não apenas corta direitos básicos dos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios como também persegue e pune aqueles que reivindicam melhores condições de trabalho. “Nesse mês, grande parte da direção do SINTECT-DF e alguns companheiros da base foram punidos com 20 a 25 dias de suspensão. O objetivo é punir os trabalhadores devido o indicativo de greve para o dia 1º de setembro e intimidar nossas ações”, afirma Amanda Corsino, e continua: “mas esse tiro, general, saiu pela culatra porque essa punição acendeu mais ainda a nossa militância. Essas suspensões não vão frear o movimento”.

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O próximo passo do movimento em defesa dos Correios é pressionar a direção da ECT pela reabertura e prorrogação das negociações. Caso a empresa não recue no seu posicionamento de não negociação, o que resta à categoria e ao Sindicato, após uma série de negociações frustradas, será a organização da Greve Nacional Unificada de 1º de setembro.

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