Por unanimidade, a base do Sintect-DF aprovou a proposta para o Acordo Coletivo 2022/2023. A votação foi realizada durante a Assembleia Geral, nesta quarta-feira (31), em frente ao Edifício Sede dos Correios.
Dentre os itens aprovados, destacam-se a reposição salarial de 100% da inflação do período; a reposição de 100% da inflação do período nos benefícios econômicos, como vale-alimentação e refeição; a manutenção do adicional de 15% para o trabalho aos sábados; a reconquista do fornecimento dos tickets durante as férias (cláusula que havia sido extinta); o pagamento das PLRs de 2021 e 2022; e a liberação de dirigentes sindicais, fundamentais para fiscalização dos setores e ambientes de trabalho. A proposta, porém, não foi aceita integralmente. Houve ressalva nas cláusula 5 (que trata sobre o registro de ponto eletrônico) e 32 (sobre a PLR).
“Vejo como positivo o saldo da Campanha Salarial. Não como uma concessão do governo, mas um avanço conquistado através da mobilização da classe trabalhadora ecetista”, afirma Amanda Corsino, presidenta do Sintect-DF. “Enfrentamos uma campanha salarial árdua, onde a empresa não queria negociar, sequer queria recompor a inflação. Mas a nossa luta, a nossa mobilização fez com que a empresa recuasse!”, disse a presidente, no alto do carro de som, para os aplausos dos companheiros e companheiras presentes.
Durante a Assembleia, o clima era de ânimo. Diferentes discursos ecoaram no carro de som, feitos por representantes sindicais e políticos parceiros presentes. Em comum, cada fala destacou a importância dos Correios para o Brasil e a união da categoria, o histórico de lutas da classe e a paciência e perseverança daqueles que não aceitaram logo a primeira proposta da direção da ECT, conquistando, assim, uma vitória mais significativa para seus trabalhadores. “Foi importante a gente não aprovar de cara a primeira proposta por que precisávamos ter a segurança da redação, das cláusulas, para não cairmos em pegadinhas como já ocorreu antes. Hoje conseguimos um pouco mais dos nossos direitos”, frisou a presidenta Amanda.
Apesar da vitória, ainda é necessário o empenho da categoria para impedir a privatização dos Correios. “A luta contra a privatização não foi esquecida. Ela ainda é um fantasma que assombra a nossa categoria. Temos que nos concentrar nas eleições para trocar esse governo que ameaça os Correios, que ameaça nossos empregos”, afirma Amanda Corsino, que completa dizendo que é necessário “eleger um time de representantes no congresso que defendam os nosso interesses para que possamos reconstruir nosso País tendo como protagonista a classe trabalhadora”.

