Os trabalhadores dos Correios do Distrito Federal estiveram reunidos nesta quinta-feira, 30, na sede da empresa em Brasília para dizer NÃO a mais esse ataque do governo Bolsonaro que aumentou de forma abusiva a contribuição dos funcionários no custeio Plano de Saúde, tornando oneroso o benefício. Contra a privatização da estatal e retrocessos a conquistas históricas da categoria, os trabalhadores decidiram pela aprovação do estado de greve. A data do indicativo de greve por tempo indeterminado será divulgada nessa sexta-feira, 31, após reunião ampliada da Fentect e sindicatos.
A presidenta do SINTECT-DF, Amanda Corcino, denuncia que esse reajuste gerou um aumento de quase 100% nas mensalidades, e que essa intervenção de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal é uma ação inédita, e exclusivamente política, que revela um Judiciário em sintonia com a linha política do atual governo, retirando direitos dos trabalhadores. “Não nos dão outra escolha senão paralisar. Temos que garantir os nossos direitos. Hoje é o plano de saúde e amanhã será os nossos empregos. Não vamos permitir isso. Agora é greve”, disse.
Para o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, que esteve presente na assembleia direitos não se retrocede. “Sou do setor da educação e o que estamos vendo é uma lástima. Os Correios tem importância fundamental no ENEM. Graças aos Correios o exame pode acontecer de forma democrática. A CUT tem uma agenda de defesa do setor público e, para reforçar ainda mais essa luta, chamamos a categoria para participar da audiência pública, que acontecerá no dia 12 de fevereiro, às 9 horas, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em defesa do serviço público”, disse.
A deputada federal Erika Kokay (PT/DF) prestigiou o ato. A parlamentar ressaltou que fará um pedido para uma nova audiência no STF com o ministro Dias Toffoli para mostrar o rombo no orçamento familiar dos funcionários com mensalidades dos planos de saúde até 100% mais caras. “Os funcionários precisam ter a segurança de que quando adoecerem serão assitidos de forma digna. Mexendo com os planos de saúde estão mexendo na vida das pessoas e isso é para diminuir o custo para facilitar a venda dos Correios. Privatizar é dar asas a uma lógica de lucros”, concluiu.
Na próxima quinta-feira, o Sintect/DF chamará nova assembléia. Todos unidos em defesa do plano de saúde, e contra a privatização. Juntos somos mais fortes!


