Desde a última semana, a FENTECT, o SINTECT-DF e demais representantes sindicais têm se reunido com a ECT como parte da Campanha Salarial 2023/2024. Porém, até o momento não houve propostas reais para a categoria.
A direção dos Correios preparou apresentação acerca da situação de negócios, econômica e financeira da Empresa, que prevê expansão e um aumento substancial das metas e, consequentemente, do serviço para a categoria. Entretanto, quando questionada sobre a contratação de trabalhadores, melhoria das condições de trabalho e investimentos nas pessoas que realizarão o trabalho extra, a direção respondeu que contratação e investimentos no capital humano não faziam parte da apresentação dele. Além disso, sobre a situação financeira da ECT, há controvérsias visto que de acordo com a gestão anterior, os Correios obteve grande lucro. Porém, em apresentação recente a ECT afirma que o saldo é devedor.
O representante do Sintect-DF na mesa de negociação, Jardel Souza Macedo, afirmou que os Correios está apenas apresentando números e propostas de negócios, mas não está discutindo nenhuma cláusula que seja focada no trabalhador.
“A empresa está apenas apresentando números. Só vemos propostas de negócio e balancetes no vermelho, como sempre. Até agora, nenhuma apresentação para tratar de concurso público ou qualidade do serviço. Até agora, nada de relevante, que melhore as condições de trabalho ou que traga mais trabalhadores”, disse Macedo.
Nesta terça-feira, dia 1º de agosto, as negociações serão retomadas.
Acordo Coletivo
Na última semana, o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, estendeu as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho vigente. As cláusulas iriam até o dia 31 de julho, mas como as negociações do novo ACT iriam ultrapassar essa data, optou-se pela a continuidade do pagamento do vale-alimentação e refeição, entre outros benefícios.
Diante da atual conjuntura, uma base mobilizada se mostra cada vez mais necessária. É necessário participar ativamente do processo de mobilização nos Estados. Por nem um direito a menos e pela reconquista dos nossos direitos, contamos com você, trabalhador e trabalhadora. Seguimos juntos!

