Esta quarta-feira foi um dia de vitória para a classe trabalhadora dos Correios. Graças à participação, união e força dos trabalhadores, o TST manteve, por meio de sentença normativa, as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2019, que terá vigência de dois anos – de 1 de agosto de 2019 a 31 de julho de 2021. Infelizmente, os pais foram retirados de vez do plano de saúde, permanecendo somente os que se encontram em tratamento contínuo.
Os salários e benefícios foram reajustados em 3%, valor bem acima do 0,8% oferecido pela empresa durante a campanha salarial. O reajuste é retroativo a 1 de agosto de 2019, início da data-base. Com a extensão do prazo de vigência do ACT, ganhamos, ainda, uma vantagem na luta contra a privatização.
O Tribunal também decidiu que os dias efetivamente não trabalhados em virtude da greve serão descontados nos salários dos trabalhadores e divididos em três parcelas mensais sucessivas.
“Sabemos que numa guerra estamos sujeitos a ferimentos, mas este não é mortal. Vai doer um pouco, mas vai cicatrizar”, disse a presidenta do sindicato, Amanda Corcino, em relação aos descontos. “Vencemos essa batalha, sim. Não a guerra, porque ainda precisamos lutar contra a privatização”, concluiu.
A união e a coragem trouxeram à tona, na medida, a reação frente a tantos ataques aos direitos dos trabalhadores do país por parte do governo federal. A categoria ecetista foi a primeira, no Brasil, a enfrentar a política privatista de Bolsonaro.
O SINTECT/DF parabeniza também o sindicato de Minas Gerais que, assim como o sindicato do Distrito Federal, aprovou a paralisação para esse grande ato em Brasília. Para o presidente do SINTECT/MG, Robson Gomes da Silva, a pressão foi fundamental. “Os trabalhadores de Minas vieram cumprir o papel do enfrentamento olho no olho. Saímos com saldo positivo, a paralisação hoje foi acertada”, comemorou.
E esse destemor deve permanecer pelo fortalecimento das empresas públicas, contra a desnacionalização e a entrega do patrimônio público. Todo apoio aos eletricitários e petroleiros.
Para isso, a FENTECT já está se preparando. Segundo o secretário-geral José Rivaldo, além do exemplo dado pelas assessorias jurídicas da federação, da Findect e da ADCAP, que trabalharam juntas para esse julgamento, a FENTECT já está se prepara para instalar uma comissão nacional, dia 14 de outubro, que vai visitar parlamentares diariamente numa luta contra a privatização. “Vamos construir uma grande relação da base com o Congresso”, informou.
Para fechar o dia, a deputada federal Érika Kokay (PT-DF) conseguiu aprovar na Câmara dos Deputados uma moção de repúdio contra a fala do ministro da Economia Paulo Guedes, que se referiu aos trabalhadores dos Correios como gafanhotos.
O SINTECT/DF parabeniza toda categoria, que demonstrou mais uma vez que: JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!












