A importância do Dia da Favela!

Hoje, 4 de novembro, é o Dia da Favela! Mais do que uma comemoração, o dia é marcado por reflexão sobre os problemas enfrentados pelos moradores desses territórios e sobre a potência presente neles.

“A favela é um território muito fértil de valores. Valores humanos, valores de solidariedade, de união, e a gente compreende que essa corrente é a nossa principal tecnologia social, é a nossa principal estratégia de luta, de resistência, né?”, diz a presidente nacional da Central Única das Favelas (Cufa), Kalyne Lima.

Em comemoração ao Dia da Favela, o Sintect-DF preparou um breve resumo sobre a data. Aqui vai:

  • O dia 4 de novembro é conhecido como o Dia da Favela desde 1900, quando o termo apareceu pela primeira vez em um documento oficial. Na ocasião, o delegado da 10ª Circunscrição e chefe de polícia da época redigiu um documento se referindo ao Morro da Providência (localizada no Rio de Janeiro, considerado a 1ª comunidade brasileira,) como “favela”. O Morro começou a ser povoado no final dos anos 1880 e 1890, por ex-escravos após a abolição da escravatura e pelos soldados sobreviventes da Guerra de Canudos. Antes da guerra, o governo havia prometido casas aos soldados do Rio de Janeiro que voltassem vitoriosos. Quando os sobreviventes voltaram para o Rio em 1987 e não viram a promessa ser cumprida, eles ocuparam uma região do morro.
  • O nome “favela” surgiu por conta de uma planta do mesmo nome, a faveleira. Trata-se de uma planta medicinal da Caatinga e que pode ser encontrada em estados da Bahia, Paraíba, Pernambuco e Piauí. Também é conhecida como favela-de-cachorro.
  • Brasília possui uma das maiores favelas do Brasil, a Sol Nascente, localizada em Ceilândia, há 35km da Praça dos Três Poderes. Aliás, ela que caminha para se tornar a maior do Brasil: a comunidade tem área equivalente ao tamanho de mais de 1mil campos de futebol. Em 2000, a Sol Nascente tinha cerca de 7,5 mil habitantes. Segundo projeção do IBGE, atualmente estima-se que atualmente a favela conte com mais de 90 mil habitantes.
  • As favelas também serão temas de dois filmes da 55ª edição do Festival de Brasília (14 a 20 de novembro). O primeiro está na Mostra Competitiva Nacional: “Mato seco em chamas”, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, é uma obra futurista que explora os impactos da presença da extrema-direita em ambientes de favela. O segundo, presente na Mostra Brasília, se chama “Plutão não é tão longe daqui”, de Augusto Borges e Nathalya Brum, que cria a fictícia favela Plutão, às margens da Ceilândia, onde se abrigam opositores de um governo autoritário.

Boas comemorações!

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