Nos dias 15 e 16 de agosto, em Brasília, o Sintect-DF marchou ao lado de mais de 100.000 mulheres presentes na 7ª Marcha das Margaridas: Pela Reconstrução do Brasil e pelo Bem Viver.
A secretária de mulheres do Sintect/DF, Vitória Silvia, destacou a importância de participar e somar à manifestação, que ocorre a cada quatro anos. “A luta das mulheres também é de nosso sindicato. Os direitos trabalhistas também faz parte de nossa luta e a categoria de Correios também é resistência. Lutamos por comida de qualidade em nossa mesa, por melhores condições de trabalho e pela garantia de nossos direitos. Marchamos juntos às Margaridas pela nossa categoria e por todas trabalhadoras e por todos os trabalhadores do campo, da cidade, das florestas e das águas pela reconstrução do Brasil e pelo bem viver de todos”, afirmou Vitória.
Quem foi Margarida Maria Alves?
Nascida na Alagoa Grande, na Paraíba, em 5 de agosto de 1933, Margarida Maria Alves foi uma trabalhadora rural e sindicalista brasileira, a primeira mulher a presidir um sindicato rural no Brasil, e uma das principais líderes da luta pela reforma agrária no país. Margarida também foi uma importante defensora dos direitos das mulheres, lutando por melhores condições de trabalho, salário justo e educação para as mulheres rurais.
Margarida veio de uma família de agricultores pobres e, portanto, começou cedo a trabalhar na lavoura, aos seis anos de idade, sem ter a oportunidade de estudar. Em 1966, quando eleita presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, liderou diversas greves e manifestações em defesa dos direitos dos trabalhadores rurais.
No dia 12 de agosto de 1983, poucos dias após seu aniversário de 50 anos, Margarida foi assassinada a tiros, em sua cidade natal, por matadores de aluguel. Os mandantes foram latifundiários que tentaram calar sua voz e dos trabalhadores. Mal sabiam que Margarida Maria Alves era uma semente e essa semente, que nasceu na Paraíba, se espalhou pelo Brasil.
Um ano após o assassinato de Margarida, as reivindicações trabalhistas pelo qual lutava viraram leis nos canaviais da Paraíba.
Sobre a Marcha
A Marcha das Margaridas ocorre em agosto, no dia 12 ou em dias próximos, como homenagem à Margarida Maria Alves e sua luta. Além da homenagem, a Marcha propõe visibilidade, reconhecimento social e político às trabalhadoras do campo, com pautas e reivindicações específicas das mulheres e questões de interesse geral da categoria de trabalhadoras rurais.
A primeira edição da Marcha das Margaridas aconteceu em 2000 e reuniu cerca de 20 mil agricultoras, quilombolas, indígenas, pescadoras e extrativistas de todo o Brasil. A Marcha tem se tornado a maior ação política de mulheres em toda a América Latina.
“MELHOR MORRER NA LUTA QUE MORRER DE FOME”
Margarida Maria Alves (05/08/1933 – 12/08/1983)










