Em assembleia geral, os trabalhadores dos Correios referendaram, nesta quinta (21), a pauta de reivindicações da campanha salarial 2016/2017, retirada do 33º Conselho de Representantes da (Conrep). Entre as exigências da categoria estão 15% de reajuste salarial, R$ 300 linear, R$ 400 de vale-cesta alimentação e R$ 45 de ticket-alimentação. A pauta protocolada será entregue a empresa em 26 de julho, com um ato em frente à sede dos Correios, no SBN em Brasília.
Este ano, a campanha salarial dos Correios é unificada nacionalmente na categoria e também com outras categorias, como petroleiros e bancários, por exemplo, que têm pautas comuns como a defesa das estatais e do interesse público. O presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto, ressaltou a importância da união de forças neste momento tão crítico, em que os direitos dos trabalhadores estão ameaçados. Para ele, se concretizadas as reformas trabalhistas propostas pelo governo interino golpista, Michel Temer, será o maior roubo de direitos da história já sofrido pela classe trabalhadora. “Há uma necessidade de a classe trabalhadora dialogar. Não como categoria, mas como trabalhadores. Precisamos criar uma unidade de luta para combatermos a retirada daquilo que conquistamos com muita luta”, afirmou.
Na oportunidade, Britto convidou a categoria a participar da assembleia geral da classe trabalhadora, a ser realizada no final de agosto, e para aderir à greve geral, junto com outras categorias, caso sejam aprovadas as reformas trabalhistas que prejudicam os trabalhadores.
O diretor de Saúde e Segurança do Trabalhador, Luiz Roberto, reforçou a chamada para a luta comparando a atual conjuntura do governo interino golpista com a que ocorreu em 1999, quando o então presidente, Fernando Henrique Cardoso, enviou ao congresso um projeto de lei com o objetivo de privatizar os Correios. “Foi um momento de luta, em que nós, trabalhadores, lutamos por nossos direitos. O mesmo deve acontecer agora. É preciso que compremos a briga com o mesmo espírito de luta unificada”, disse.
Para o diretor de finanças do sindicato, Jovan Sardinha, esta campanha salarial se diferencia das anteriores pelo fato de a classe trabalhadora estar sofrendo tantas ameaças. Aproveitando a oportunidade, Sardinha convidou a categoria para o ato nacional de lançamento do comitê permanente contra a privatização dos Correios, a ser realizado na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em 4 de agosto. “Essa luta não é só nossa. Somos várias categorias lutando pelo mesmo ideal: manter nossos direitos, como trabalhadores”, concluiu.

