Com a vitória de Lula para presidente do Brasil, a classe trabalhadora se vê diante de uma nova perspectiva: a de retomada do seu protagonismo. A recuperação dos direitos trabalhistas que nos últimos anos seis anos foram brutalmente atacados pelos governos Temer e Bolsonaro através da reforma trabalhista, de MPs, de decretos e de portarias que precarizaram as remunerações e as relações de trabalho.
Nesse contexto a presidente do Sintect/DF e diretora da CUT, Amanda Corcino participou nessa quarta-feira (9), da reunião da direção executiva da CUT/Brasil, em São Paulo. Na reunião a direção fez uma análise do processo eleitoral, além da importância da vitória de Lula, que representa a vitória da democracia e de um projeto progressista. Foi discutindo também estratégias para a recuperação dos direitos trabalhistas, de proteção para trabalhadores informais e de plataformas digitais, geração de emprego e o fim das privatizações.
Já na quinta-feira (10), houve o seminário “Desafios e perspectivas para a Classe Trabalhadora”, onde se debateu as diretrizes de um projeto a ser apresentado para o próximo presidente, em consonância com as demais centrais sindicais. O projeto passa pela restauração dos direitos trabalhistas, a uma reforma sindical que priorize as negociações coletivas, e medidas de fortalecimento das entidades sindicais.
Alguns dos principais desafios serão a revogação da reforma trabalhista e a reestruturação e valorização do Serviço Público. A gestão de Temer e Bolsonaro foram guiadas por ataques aos direitos básicos da classe trabalhadora e o desmonte estatal.
“Apesar das dificuldades que virão devido a gestão desastrosa e incompetente de Bolsonaro, que deixa um rombo de R$ 400 bilhões, o presidente Lula precisa, já no início de seu governo, implementar os compromissos de campanha assumidos junto a classe trabalhadora, para que os trabalhadores seja a sua base de apoio dentro desse governo amplo que agregam várias alianças, “ ponderou Amanda.
Ainda de acordo com a presidenta Amanda Corcino, agora é o momento de “apresentar projetos que possam restabelecer aquilo que a classe perdeu nos últimos anos. Nós apoiamos a candidatura do presidente Lula, trabalhamos por ela para construir uma realidade melhor para o Brasil. Precisamos fortalecer o Serviço Público, as estatais pondo um fim nas privatizações”. E conclui pontuando que “nós vamos procurar o presidente Lula para que assim como ele retirou em 2003 o Projeto de Lei 149/99 de FHC de privatização dos Correios, retire também o PL 591/20 privatista de Bolsonaro do senado. Vamos acabar de vez com a privatização dos Correios “.

