No último sábado (27), ecetistas participaram do 9º Congresso Regional dos Trabalhadores dos Correios e Telegrafos (Cortect), onde fizeram avaliação da negociação da campanha salarial e discutiram propostas de mobilização e greve para combater os ataques da direção da empresa. O evento ocorreu no auditório da CUT Brasília.
Ainda no evento, foi feita a prestação de contas da diretoria do sindicato, que foi aprovada juntamente com as adequações do estatuto social.
Conjuntura Política

Na ocasião, o secretário-geral da CUT, Rodrigo Rodrigues, fez uma analise da atual conjuntura política nacional e local e correlacionou com as ameaças sofridas pela classe trabalhadora. Para Rodrigues, a luta dos trabalhadores precisou se intensificar com o avanço do conservadorismo, impulsionado pela câmara dos deputados, considerada a mais conservadora, seletiva e neoliberal desde o fim da ditadura. “Esse Parlamento extremamente conservador, com discurso neobeoliberal revestido de modernidade é, na verdade, uma ameaça para nós, trabalhadores”, afirma.
O secretário-geral destacou, ainda, os inúmeros retrocessos que o golpe em curso no Brasil traz ao trabalhador: redução da presença do Estado na economia do país, fim de ministérios e secretárias que facilitavam a implementação de políticas sociais, entrega do patrimônio público nas mãos da iniciativa privada e outros projetos anti-trabalhadores.
Campanha Salarial
O congresso contou, também, com a participação de representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) e alguns membros do comando de negociação de outros estados. Entre eles, os diretores Emerson Marinho, Edinho, Halisson Tenório, Suzy Cristiny, entre outros.
Para fomentar o debate, os diretores da Fentect apresentaram o estudo da H&J Consultoria sobre o suposto déficit dos Correios. Suzy ressaltou o crescente número de patrocínios, contratos sem licitação e criação de novos cargos e a manobra contábil em torno do “Pós Emprego”, que resultam em gastos desnecessários.
Ela destacou que, apesar da precarização e deterioração das condições de trabalho pela direção dos Correios, a credibilidade da empresa frente à população ainda segue em alta. Pela 14º vez, os Correios foram destacados como a instituição mais confiável do país. Os dados são do conforme estudo do centro de pesquisa Datafolha.

“Toda essa credibilidade é graças a nós, que trabalhamos com garra para manter a qualidade dos serviços prestados”, disse.
O Sindicato informou e debateu sobre a pauta de retrocessos apresentada pela empresa. Nela, constam itens como a implantação de banco de horas, exclusão do tíquete extra e vale cultura, fim da comissão paritária, que avalia os acidentes de trânsito envolvendo os trabalhadores, e outras retiradas de direitos.
No encerramento do evento, a presidente do sindicato, Amanda Corcino, agradeceu a presença de todos e destacou a importância da participação e união de toda a categoria nesta reta final da negociação. “Contamos com todos os trabalhadores e trabalhadoras na próxima assembleia dia 06/09. Será necessária a mobilização de toda a categoria na construção de uma grande greve nacional para contrapor todos os ataques aos nossos direitos”, concluiu.


