O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu, nesta quinta-feira (24), que a greve dos trabalhadores dos Correios não é abusiva. Por maioria, os ministros votaram pela não abusividade da greve, pelo não desconto e pela compensação dos dias parados e pela manutenção do plano de saúde, mas infelizmente com nova redação da empresa. A decisão também garantiu reajuste de R$ 4,09 nos salários e benefícios, retroativo a agosto.
Segundo a presidenta do Sintect-DF, Amanda Corcino, a greve foi fundamental para enfrentar os ataques da atual gestão da empresa. “A greve foi extremamente importante contra os ataques que a empresa está fazendo, os ataques que a gestão do Emmanoel Rondon está fazendo aos trabalhadores”, afirmou. Ela destacou que a paralisação envolveu trabalhadores de todo o país, com forte adesão em Brasília, e representou uma resistência contra o sucateamento da empresa, as péssimas condições de trabalho e a sobrecarga.
O ministro Vieira de Mello Filho, presidente da sessão, afirmou que os elementos apresentados pela empresa não foram suficientes para caracterizar abusividade, e que ocorrências pontuais não demonstraram bloqueio efetivo das atividades.
Amanda Corcino ressaltou que a decisão de não descontar os dias parados dos trabalhadores grevistas foi importantíssima para não punir financeiramente aqueles e aquelas que tiveram a coragem de lutar pelos seus direitos e contra a destruição dos Correios, e que o sindicato vai acompanhar a implementação da sentença normativa e não permitirá que a compensação dos dias se transforme em retaliação aos grevistas. Ela também enfatizou que a luta continua contra a reestruturação, que inclui os SDs, a roteirização e o fechamento de unidades, e pela saída do atual presidente da empresa. “A luta não terminou aqui, a luta continua contra essa reestruturação, pela saída desse que é um dos piores presidentes da empresa”, afirmou.
Após o julgamento, os trabalhadores de Brasília, reunidos em assembleia, decidiram, por ampla maioria, pelo encerramento da greve e pelo retorno ao trabalho a partir desta sexta-feira, dia 25.
A presidenta do Sintect-DF ainda destacou que a “cobrança junto ao governo Lula continuará. Além da questão do plano de saúde, houve um ataque direto à organização sindical com a retirada das liberações sindicais. Foi uma tentativa de inviabilizar o trabalho sindical, que só aconteceu no governo Bolsonaro. É lamentável o retorno dessa política em um governo progressista”.
O Sintect/DF parabeniza cada trabalhadora e cada trabalhador que atendeu o chamado do sindicato e compreendeu a importância de se fazer a luta e de resistir aos ataques. Esses voltarão ao setor de trabalho de cabeça erguida, com a sua dignidade preservada, sabendo que a luta sempre vale a pena.
SINTECT-DF NA LUTA SEMPRE. JUNTOS SOMOS MAIS FORTES.

