A direção dos Correios propôs um reajuste salarial de apenas 0,87%, muito abaixo da inflação, o que representa menos de 20% do INPC. Na prática, essa ofensiva acentua as perdas acumuladas, sobrecarga de trabalho, falta de pessoal e o processo de reestruturação(destruição) que tem atingido unidades, com retiradas de funções e péssimas condições de trabalho em todo o país.
Não vamos aceitar que a mesa de negociação seja usada para impor mais perdas. A postura da empresa, marcada pela falta de respostas concretas, pela negativa de informações e por práticas antissindicais, perseguições e tentativas de intimidação, já revela o que está em jogo: enquanto os trabalhadores pagam a conta da crise, a atual direção aprofunda uma reestruturação que enfraquece os Correios e ameaça seu papel como empresa pública.
Chega de indignação passiva. É hora de transformar revolta em mobilização.
Por isso, os sindicatos unificaram nacionalmente o calendário de luta:
- 25 DE AGOSTO – ASSEMBLEIAS NACIONAIS UNIFICADAS: Todos os sindicatos devem realizar assembleias para rejeitar as propostas rebaixadas da empresa, aprovar o indicativo de greve, prorrogar a sentença normativa enquanto durarem as negociações e intensificar a preparação da categoria.
- 10 DE SETEMBRO – INDICATIVO DE GREVE NACIONAL UNIFICADA: Não basta denunciar. É preciso preparar a greve. Cada sindicato deve ampliar visitas às unidades, reuniões nos locais de trabalho, mobilizações e a organização dos trabalhadores.
A empresa precisa sentir, desde já, que não haverá paz diante da retirada de direitos. Se insistirem em jogar a crise nas costas da categoria, com arrocho salarial, perseguição e práticas antissindicais, a resposta será uma grande e massiva greve nacional.
A luta é de todos e todas. O Sintect-DF estará na linha de frente, mobilizando e organizando a categoria para enfrentar essa ofensiva. Compareça, participe, mobilize-se!
SINTECT-DF – na luta, sempre!

