Medidas tomadas pelos Correios são criticadas em audiência pública

Em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, nesta quinta (6), as medidas tomadas pela direção dos Correios foram duramente criticadas por deputados e representante dos trabalhadores. O Sintect/DF esteve presente no debate, que contou com a participação do presidente da empresa, Guilherme Campos, além de federações e sindicatos de outros estados.

Entre as nefastas ações da direção da empresa, estão o fechamento de várias agências pelo país, redução do número de funcionários que, consequentemente, precariza os serviços prestados, além de medidas como do DDA, CDD Virtual, OAI, ataques ao plano de saúde e as precárias condições de trabalho oferecidas aos trabalhadores.

Guilherme Campos, com um discurso astucioso, mais uma vez afirmou que as mudanças são necessárias para tirar os Correios da crise financeira e declarou que seu sistema operacional não dá lucros. Em relação ao plano de saúde, Campos deixou claro que, na atual situação, não há meio de mantê-lo da forma que está e irá judicializar a questão.

Alguns deputados da base aliada do presidente golpista estiveram no debate e fizeram perguntas, que pareciam combinadas, para expor de maneira negativa a empresa, além de questionamentos que colocavam em dúvida o profissionalismo dos trabalhadores. Em contrapartida, os parlamentares contrários à reestruturação da empresa foram claros no que diz respeito ao princípio básico da atividade dos Correios, que é atender o interesse da população e não do capital.

“Os Correios, que sempre desempenharam um papel fundamental na integração nacional, estão sofrendo com a política do estado mínimo do governo Temer, marcado pela lógica de privatização. A população não decidiu privatizar as empresas públicas. É simples! Toda vez que querem privatizar, apresentam uma conta que não fecha. Os Correios são uma empresa com mais de 350 anos, que deve se manter a serviço da população como empresa pública e de qualidade”, destacou a deputada federal Maria do Rosário (PT/RS).

O presidente da Fentect, José Rivaldo, foi determinado ao rebater as declarações de Campos. Ele ressaltou que os problemas financeiros da empresa foram acusados pela ma gestão dos Correios.Rivaldo criticou, também, o excesso de patrocínios mantidos pela empresa e destacou a união dos trabalhadores em defesa dos Correios.

“Diante de tamanhos ataques, o movimento sindical se unificou em defesa do patrimônio público. Essas medidas tomadas pela direção só precarizam a qualidade dos serviços prestados à sociedade. Nós, trabalhadores, somos o capital da empresa e continuaremos a fazer nosso trabalho. Mas, caso os ataques persistam, nos mobilizaremos para uma greve nacional, a partir do dia 26”, disse.

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