Trabalhadores dos Correios rejeitam relatório da Comissão Paritária e mantêm estado de greve

 

Por entenderem que o relatório final da Comissão Paritária com propostas de melhorias para o plano de saúde não seguiu as deliberações da 40º Plenária da Fentect, os trabalhadores dos Correios, sob orientação do sindicato, rejeitaram o documento na íntegra. A categoria aprovou também a manutenção do estado de greve e indicativo para 15 de março, em adesão à greve geral chamada pelas centrais. As decisões foram tomadas em assembleia realizada nesta quinta (16).

A Comissão Paritária, composta por membros da direção da empresa e representantes dos trabalhadores, esteve debatendo o plano de saúde durante meses. A intenção era que, ao final do debate, fosse produzido um documento com sugestões que tornasse o convênio mais ajustado às necessidades da categoria.

Na plenária da Fentect, foi deliberada a produção de um relatório sucinto e objetivo. No entanto, o parecer final enviado pela comissão para avaliação das assembleias é extenso e apresentado por temas, que em sua maioria, foram consensuados com a direção dos Correios e discorda apenas de alguns pontos, como o modelo de gestão e da cobrança de mensalidades, por exemplo.

O Sindicato acredita que o parecer oferece grandes riscos aos trabalhadores, pois em caso de judicialização, será um instrumento favorável à empresa.

“Não vamos correr o risco de aprovar, ainda que parcialmente, um relatório que lá na frente poder ser usado para implementação das mensalidades. Já passamos por situação semelhante, quando no PCCS de 2008 aprovamos parte do projeto e acabamos prejudicados. Naquele ano, com grande parte do PCCS já consensuado, o TST entendeu que o acordo estava praticamente fechado e julgou a favor da empresa os poucos pontos divergentes que restavam. O novo plano implementado causou grandes perdas para a categoria”, destaca a presidenta do sindicato, Amanda Corcino.

Segundo Amanda, a categoria segue em constante alerta e pronta para paralisar as atividades se, eventualmente, a direção dos Correios descumprir a cláusula do Acordo Coletivo de Trabalho que trata do plano de saúde ou insistir na implementação de medidas que prejudiquem os trabalhadores.

“Continuaremos mobilizados e atentos às ações da empresa. Não aceitaremos qualquer retirada de direito”, afirma.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *