Todos à assembleia

Diante das nefastas medidas que serão implementadas nos Correios, o Sintect/DF convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras para assembleia geral, na quarta (11), em frente à sede da empresa, ás 18h.  A intenção é traçar estratégias de combate à reestruturação da empresa que o presidente da ECT, Guilherme Campos, a serviço do governo golpista, Michel Temer, tenta empurrar goela a baixo da categoria.  Entre as medidas está o Plano de Demissão Incentivada (PDI), que visa reduzir o número de trabalhadores e até demissão sem justa causa.

Os Correios, como empresa pública, não podem demitir os funcionários sem motivação. Para tanto, a direção da empresa solicitou um estudo que fundamentasse a demissão de trabalhadores por questões técnicas, econômicas ou financeiras.

Desde o final de 2015, os Correios sustentam o falso discurso de que está deficitário. E, se valendo dessa afirmação, tenta, de todas as maneiras, cortar direitos dos trabalhadores, conquistados em lutas históricas. Prova disso foi a atuação da direção da ECT na campanha salarial do ano passado, em que propôs a flexibilização de jornada com redução de salário, exclusão de vários benefícios, entre outros retrocessos.

Para a presidenta do Sintect/DF, Amanda Corcino, o problema dos Correios está na gestão. Segundo ela, a empresa tem gastado excessivamente em áreas que não são prioridades. Exemplos disso são os inúmeros patrocínios à grandes eventos, como as Olimpíadas, onde foram gastos mais de R$ 360 milhões e o gasto com contratos sem licitações, como é o caso da empresa de consultoria que custou R$ 30 milhões aos cofres da empresa.

“Essas medidas tomadas pela direção dos Correios é uma tentativa de sucatear os serviços prestados à população, gerar insatisfação popular para fortalecer a tese de que “se privatizar melhora ” e entregar o patrimônio público nas mãos da iniciativa privada”, disse.

Entre as medidas de precarização dos serviços prestados, está o fechamento de várias agências, como a da 508 sul e a do Sudoeste. Outro ponto é a implementação em algumas unidades da Distribuição de Distrito Alternada (DDA). O projeto aumenta a área de distribuição a ser efetivada pelo carteiro para suprir a falta de efetivo, porém, as entregas de correspondências, que eram diárias, passam a ser semanais, o que dificulta o dia a dia dos trabalhadores e da população.

Amanda criticou as medidas, uma vez que, a arrecadação dos Correios aumenta a cada ano. Em 2015, o faturamento ultrapassou  R$ 18 bi. Ela destacou, também, a dedicação dos trabalhadores que, mesmo diante do quadro de efetivo defasado, conseguiram manter a credibilidade da empresa frente à sociedade. O último concurso ocorreu em 2011.

Dentre as medidas propostas pela empresa está, também, o aumento do custeio do plano de saúde, que varia de 10% a 30% da renda do trabalhador, o que é inviável. No ano passado, os funcionários foram, inclusive, penalizados com a implantação da  taxa de 17% no plano BD do Postalis, fundo de pensão dos Correios.

A presidenta ressaltou que a categoria se mobilizará em defesa dos seus direitos. “Iremos nos organizar para barras esse pacote de maldades do governo Temer e defender os Correios, uma empresa de grande importância para nós, trabalhadores, e para a população. Não iremos entregar o patrimônio público e nem nossas conquistas sem antes lutar”, reforçou.

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