Devido à necessidade de debater estratégias de combate ao racismo, o Sintect /DF realizou, nesse sábado (19), o 7º Encontro da Questão Racial, com o tema “O negro antes e depois da abolição”. O evento contou com participação de Felipe Freitas, que ministrou uma palestra enriquecedora sobre o assunto e com a exibição do documentário “A negação do Brasil”.
Em 20 de novembro é comemorado o dia da consciência negra. A data marca a luta da população negra contra a intolerância e a opressão estabelecida no país. Mas, para muitos, não há o que comemorar. Apesar de pequenos avanços na luta por igualdade, a situação do negro no Brasil ainda é bastante preocupante quando se trata de violência e oportunidade de trabalho.
Segundo dados do Anuário de Segurança Pública de 2016, a cada nove minutos morre uma vítima de arma de fogo no país. O levantamento aponta que 73% são negros ou pardos. A inserção do negro no mercado de trabalho também chama a atenção. A participação relativa dos negros é maior nas ocupações nas quais prevalece a ausência da proteção previdenciária e, em geral, os direitos trabalhistas são desrespeitados.
Segundo o diretor de questão racial do sindicato, Neurivan Miranda, o encontro foi importante, pois, trouxe à tona discussões sobre a situação do negro no Brasil. ” Ainda é bastante comum os negros sofrerem racismo no local de trabalho. Estaremos lutando para combater toda forma de discriminação dentro e fora dos Correios”, disse.
Ecetistas debatem estratégias de combate ao racismo

