Em ato realizado nesta terça-feira (22), em frente ao edifício sede dos Correios, trabalhadores e trabalhadoras enterraram simbolicamente a reestruturação, o SDD da Morte, a escala 6×1 e a retirada dos direitos históricos da categoria. O cortejo fúnebre simbolizou o sepultamento da política de sucateamento e destruição da empresa, promovida por Emmanoel Rondon e Natália Mota, diretora de Operações.
Depois do ato, o Sintect-DF realizou assembleia com os trabalhadores, na qual avaliou os últimos desdobramentos do movimento e deliberou pela continuidade da greve, que se mantém pacífica desde o primeiro dia (10 de setembro). Durante o encontro, os dirigentes denunciaram a postura autoritária da direção da empresa, que fechou as portas da unidade e trancou os trabalhadores, numa tentativa de incriminar o sindicato e criminalizar o movimento grevista.
Essa atitude demonstra o baixo nível da mentalidade da diretoria dos Correios, que se recusa a negociar com os trabalhadores e ainda tenta criminalizá-los por exercerem um direito legítimo e constitucional.
Na última segunda-feira (21), a Empresa pediu a abusividade da greve, numa nova tentativa de calar o movimento pela via judicial. O julgamento, no entanto, foi suspenso no Tribunal Superior do Trabalho (TST), o que garantiu mais três dias de greve e mais prejuízo para os Correios.
Não será na base do autoritarismo que a empresa vai vencer a categoria. A presidenta do SINTECT-DF, Amanda Corcino, fez um apelo direto ao presidente da República:
“Presidente Lula, pare de ouvir esse Emmanoel. Dê o comando para que a Casa Civil chame a representação dos trabalhadores para negociar. Dê o comando para manter o nosso plano de saúde. Os trabalhadores dos Correios não aceitam mais serem tratados como inimigos dentro da própria empresa.”
O Sintect-DF cobra do governo federal uma posição firme: chamar a representação dos trabalhadores para a mesa de negociação e garantir a manutenção do plano de saúde da categoria, hoje sob ameaça.
A greve continua firme. Na próxima quinta-feira (24), está marcado o julgamento do dissídio coletivo no TST. Até lá, o papel da categoria é um só: pressionar. O Sintect-DF convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras para a assembleia de quinta-feira, às 14h30, no estacionamento do TST, para acompanhar o julgamento e mostrar, mais uma vez, a força do movimento.
A conclusão é clara: só a mobilização forte, unificada e permanente será capaz de derrotar o autoritarismo da direção dos Correios e garantir os direitos da categoria. É preciso manter e ampliar a greve, comparecer em massa ao TST e mostrar que os trabalhadores não vão recuar. A mobilização é a nossa maior arma. Compareça. A greve é nossa, a luta é de todos.

