Esta quarta (17) foi marcada por intensa mobilização dos trabalhadores dos Correios contra a privatização e em defesa das justas reivindicações da categoria na campanha salarial. No inicio da tarde, representantes da categoria se reuniram com representantes da empresa para inicio das negociações. Às 17h, trabalhadores realizaram panfletagem na Rodoviária do Plano Piloto para alertar a população sobre os prejuízos da privatização pretendida pelo governo golpista e denunciar a deterioração das condições de trabalho e dos serviços. Após esta ação, foi realizada assembléia em frente a sede dos Correios para avaliações das negociações iniciais da campanha.
O presidente da empresa, Guilherme Campos, esteve presente na abertura da reunião e, em seu discurso, deixou claro que o processo negociação não será uma tarefa fácil para a categoria. Em relação à privatização, Campos afirmou que a decisão de entrega da empresa ao setor privado está nas mãos do presidente interino e ilegítimo, Michel Temer.
Campos, mais uma vez, se mostrou preocupado com uma possível paralisação, repetiu o discurso de que a empresa está em crise e demonstrou visão retrógrada sobre a saúde do trabalhador. Para ele, saúde é gasto, não investimento e valorização do empregado. De acordo com ele, o maior gasto dos Correios é com pessoal e se referiu ao Postal Saúde, o plano de assistência à saúde dos trabalhadores, “como grande sangria aos cofres da empresa”, representando um custo de 1,6 bilhão no ano de 2015. Após a abertura da reunião, o presidente se retirou.
Representando a Fentect e o Sintect/ DF no comando, Amanda Corcino, expôs que, para os trabalhadores o problema dos Correios está na má gestão, que gasta os lucros da empresa em coisas que não são prioridades, como em patrocínios, por exemplo.
“Estamos dispostos a negociar, mas queremos deixar claro que não vamos aceitar a retirada direitos. Não vamos aceitar cortes nos benefícios para empresa fazer superávit e cobrir o dinheiro gasto nas olimpíadas”, disse.
Após a reunião, trabalhadores se mobilizaram para ato na rodoviária com objetivo de alertar a sociedade sobre a intenção do Governo interno golpista em privatizar os Correios e outras empresas públicas. A ação, com faixas e panfletagem, foi bem aceita pela população. “É importante que a população saiba que ela também será prejudicada, com a privatização, que vai gerar o fechamento de agências, aumento nas tarifas e precarização do serviços. Precisamos nos unir neste momento”, disse Yslene Rayane, funcionária que participou do ato.
Após a ação, trabalhadores se reuniram no início da noite em frente a sede dos Correios no SBN para assembleia, onde analisaram o andamento das negociações da campanha e a importância de aumentar a mobilização e pressão para assegurar direitos e obter novas conquistas.

Calendário de negociação
Em acordo entre as partes, o calendário das próximas reuniões de negociação, para debater as cláusulas para o Acordo Coletivo de Trabalho 2016/17, será o seguinte:
18/08 – Das Questões Sociais
23/08 – Das Disposições Gerais
24/08 – Das Relações Sindicais
25/08 – Da Saúde do (a) Trabalhador (a)
30/08 – Das Condições de Trabalho
31/08 – Dos Benefícios
01/09 – Das Questões Econômicas
08 e 09/09 – Pendências

