14 de maio de 2025 – Em resposta ao plano de redução de custos anunciado pelos Correios nesta segunda (12), o Sintect-DF manifesta oposição às medidas, classificando-as como antitrabalhistas e unilaterais. O pacote inclui a suspensão temporária de férias, redução da jornada com ajuste salarial proporcional e fim do trabalho remoto, entre outras ações que afetarão cerca de 86 mil funcionários.
De acordo com o comunicado interno da empresa, as medidas visam economizar R$ 1,5 bilhão em 2025, após um prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024. Entre as principais mudanças estão:
– Suspensão de férias a partir de 1º de junho de 2025, com retorno apenas em janeiro de 2026;
– Redução da jornada para 6 horas diárias (34h semanais), com corte proporcional nos salários;
– Retorno obrigatório ao presencial a partir de 23 de junho, exceto para casos judiciais;
– Revisão orçamentária na sede dos Correios, com corte de 20% em funções.
O Sindicato destaca que não houve diálogo prévio com as representações sindicais e que as medidas violam direitos consolidados. “A suspensão de férias é um ataque direto aos trabalhadores, que terão seu descanso anual adiado, gerando sobrecarga física e mental. Já a redução salarial disfarçada de ‘ajuste de jornada’ é inaceitável, vai na contramão do debate que toma conta do país da redução de jornada sem redução salarial”, afirmou Amanda Corcino, presidenta do Sintect-DF.
O Sintect-DF encaminhou o ‘Primeira Hora’ dos Correios ao departamento jurídico para entrar com ação visando anular a suspensão das férias e garantir os direitos dos trabalhadores. “As férias são um direito constitucional”, reforçou a presidenta.
Além disso, uma reunião com a presidência dos Correios está marcada para a próxima semana, quando o sindicato cobrará explicações sobre as medidas tomadas.
Para o Sintect-DF, é urgente que o Governo faça um aporte financeiro à empresa até que o ‘marketplace’ e os novos contratos comecem a dar resultado. Além disso, o Ministério da Fazenda deve praticar uma alíquota diferenciada em relação aos Correios, tendo em vista seu papel social, e não a mesma tarifa igual para todas as operadoras.
A crise não pode ser resolvida às custas de quem sustenta os Correios. O Sintect-DF seguirá firme e mobilizado para defender seus trabalhadores e trabalhadoras.


