4 de abril de 2025 – Nos dias 29 e 30 de março, o Sintect-DF promoveu o “19º Encontro de Mulheres – Quem Cuida Também Precisa de Cuidado”, um encontro com foco nos direitos das mulheres, políticas de cuidado e saberes ancestrais. O evento contou com debates sobre a sobrecarga de trabalho feminino, machismo estrutural e a importância da organização sindical.
A abertura do encontro foi realizada por Vitória Melo, secretária de Mulheres do Sintect-DF, que destacou a tripla jornada das mulheres e o adoecimento decorrente da falta de políticas de cuidado. Amanda Corcino, presidenta do Sindicato, reforçou a necessidade de redistribuir responsabilidades: “Temos que lutar por uma política de cuidados para que as mulheres possam se cuidar, e não apenas cuidar dos outros”.
Thaísa Magalhães, secretária de Mulheres da CUT-DF e integrante Conselho Estadual de mulheres, criticou a resistência do governo do Distrito Federal em avançar em políticas de proteção às mulheres. Ela mencionou que o Conselho Estadual de Mulheres prioriza o “empreendedorismo”, mas não presta contas sobre os recursos aplicados. Além disso, destacou o descompromisso do Conselho com a luta pelo direito das mulheres e enfatizou a necessidade de união: “A luta das mulheres é desde o nascimento, mas não lutamos sozinhas, vamos lutar juntas até que todos nós sejamos livres.”
Após as apresentações, o Encontro promoveu discussão acerca dos saberes ancestrais e benzimento. Maria Bezerra, fundadora da Escola das Almas, compartilhou sua experiência com práticas de benzimento, que integram conhecimentos tradicionais e cuidado comunitário. “O cuidado não precisa ser caro; pode estar em ações simples, como dar as mãos”, afirmou. Ela relatou que a escola atua em unidades de saúde do DF, promovendo rodas de chá e benzimentos como formas de bem-estar.
Vitória Melo ressaltou a importância da ancestralidade e da luta contra o preconceito religioso. “Precisamos construir redes de proteção que unam saberes ancestrais, psicologia e outros.”
O encontro também promoveu uma dinâmica sobre as estruturas de opressão, usando a metáfora de uma árvore para discutir raízes (machismo, racismo), tronco (políticas públicas) e frutos (impactos na vida das mulheres).
O evento encerrou com uma dinâmica sobre resistência e uma roda de benzimento, reforçando a importância da união e da espiritualidade na luta por direitos.









