SINTECT/DF se reúne com o presidente da Postal Saúde, Cristiano Sayão

O Sintect/DF têm recebido muitas reclamações nos últimos meses em relação ao plano de saúde oferecido aos funcionários, o Postal Saúde. Diante desta situação, Amanda Corcino, presidenta do Sintect-DF, e os diretores Luiz Roberto (Faustão) e Marcelo Alexandre, se reuniram com Cristiano Sayão, presidente nacional do grupo Postal Saúde, para abordar a insatisfação dos funcionários. A reunião ocorreu na manhã desta terça-feira, dia 11, em Brasília.

Durante o encontro, foram apresentadas as principais queixas dos trabalhadores da região em relação ao Postal Saúde. Entre os problemas mais mencionados estão: os longos prazos para liberação de procedimentos eletivos, os altos custos pagos pelos associados, a falta de prestadores de serviços conveniados e a qualidade dos serviços prestados.

Um dos exemplos citados foi o prazo de 21 dias úteis para a liberação de procedimentos eletivos, o que se torna um grave e cruel problema para os pacientes que sofrem de dores crônicas causadas por câncer ou outras doenças. A espera demasiada para receber medicação ou realizar os procedimentos necessários pode ter um impacto significativo tanto físico quanto mental.

Outra questão levantada foi o impacto dos custos do plano de saúde nos salários dos funcionários e, especialmente, dos aposentados, que consideram que os valores não estão condizentes com suas rendas. Além disso, foi destacado que várias cidades não possuem clínicas conveniadas e em algumas áreas da medicina é difícil encontrar especialistas. Isso dificulta o acesso dos beneficiários a determinados serviços de saúde.

Os problemas no serviço de atendimento ao usuário também foram mencionados, com reclamações frequentes de prestadores de serviços, como dentistas, que precisam aguardar autorização para atender pacientes em situações emergenciais. Além disso, foi relatado que o serviço de atendimento telefônico (0800) tinha um tempo médio de espera de 4 horas, e a aprovação de guias levava pelo menos seis meses.

Diante desse panorama, o Sintect-DF apresentou, durante a reunião, algumas reivindicações visando à diminuição dos custos e à melhoria no atendimento aos beneficiários. Entre as propostas estão:

– a abertura de um setor de regulação no Distrito Federal para agilizar a liberação de procedimentos eletivos em casos de urgência e emergência para problemas crônicos;

a ampliação do Programa de Família para oferecer exames gratuitos semestrais a todos os beneficiários e dependentes;

–  e a busca de convênios com outros planos de saúde para ampliar a rede de atendimento e obter descontos no preço de medicamentos.

Além disso, foi solicitada a criação de um canal de comunicação direto entre os associados e o Postal Saúde, no Distrito Federal, para agilizar o esclarecimento e a solução de problemas.

Durante a reunião, o presidente Cristiano Sayão reconheceu que a rede de atendimento teve uma redução de 25% e que a qualidade dos serviços estava abaixo do esperado, uma vez que o plano estava sendo preparado para ser entregue à iniciativa privada após a privatização dos Correios. Além disso, considerou todas as propostas válidas e com possibilidade de serem aplicadas.

Também foi solicitado o estudo para o retorno de um ambulatório próprio no Distrito Federal, alegando que isso traria melhoramentos tanto para os Correios quanto para os beneficiários. A proposta destacou que aproximadamente 13.000 beneficiários no DF prefeririam ser atendido no ambulatório do plano, o que resultaria em redução significativa de custos. Além disso, possibilitaria um acompanhamento mais efetivo dos prontuários dos beneficiários e a implementação de projetos de prevenção de doenças. No entanto, o presidente do Postal Saúde ressaltou que a criação de um ambulatório próprio depende da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

Por fim, a presidenta Amanda Corcino ressaltou a prioridade da pauta de saúde. “Em breve terá início a nossa Campanha Salarial. A saúde sempre foi relevante para a trabalhadora e o trabalhador. Mas após o desmonte feito pela gestão anterior e o impacto significativo na qualidade oferecida, o tema se torna ainda mais importante. O plano de saúde é uma prioridade nossa a ser debatida nesta Campanha, sempre redução da participação dos trabalhadores que hoje não é suportável para os nossos salários”, afirmou a Amanda.

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