ARTIGO | A Nova Redemocratização

Amanda Corsino – Presidenta do Sintect-DF

Há seis anos, desde o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, o Brasil entrou num período sombrio, guiado por agendas neoliberais que atacaram e continuam atacando – impiedosamente – aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros. Daí a importância ímpar da próxima eleição.

Desde o golpe, a categoria de trabalhadores sofre com políticas e reformas que buscam diminuir o papel do Estado através do enfraquecimento e sucateamento do serviço público. Veja, por exemplo, as reformas trabalhistas e previdenciárias, sequelas da sanha neoliberal. A reforma trabalhista prometeu um boom de empregos e entregou precarização e informalidade.

A reforma previdenciária dizia corrigir um déficit questionável, através de mais exploração da classe trabalhadora que, agora, precisa trabalhar mais para receber menos aposentadoria, isso se conseguir se aposentar.

Outros ataques aos trabalhadores vieram nas letras da PEC do Teto de Gastos e na reforma administrativa, que ainda tramita no Congresso. Elas precarizam o serviço público através de congelamento de salários e investimentos, acabando com a estabilidade do servidor e retirando direitos conquistados.

A gestão de Bolsonaro privatizou 36% das estatais brasileiras, segundo dados do Brasil de Fato. A desestatização da Eletrobrás e a venda da BR Distribuidora, antiga subsidiária da Petrobras, são dois exemplos marcantes. Os Correios poderiam ter entrado nessa lista infame. O lucro recorde de R$ 3,7 bilhões em 2021 torna a empresa ainda mais atrativa para os interesses privados. Entretanto, a força da categoria conseguiu, mais uma vez, manter os Correios públicos. Mas não sem sentir na pele os ataques frequentes de um governo autoritário e inimigo do trabalhador.

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Por isso, esta nova eleição apresenta uma nova perspectiva: o retorno às políticas de valorização do serviço público. A eleição significa também a manutenção dos Correios como empresa pública, um serviço a favor do Brasil. E não só isso, questões como o reconhecimento e a valorização da classe trabalhadora, o que inclui a retomada de tantos direitos perdidos. Após 4 anos de dificuldades e resistência, é possível vislumbrar um horizonte mais otimista.

Precisamos, mais do que nunca, de representação. Mas não apenas de representação, precisamos também extirpar aqueles que ao longo dos últimos anos se revelaram inimigos da classe trabalhadora.

A importância da eleição não se limita à escolha do presidente, que representa o projeto que queremos para o Brasil. Para viabilizar o projeto, precisamos do legislativo. Vamos eleger parlamentares que sejam parceiros da classe trabalhadora, que ouçam as necessidades e trabalhe junto com a classe, pelo bem da categoria e do País.

Votar com consciência é renovar a esperança no Brasil. O voto consciente é uma ação coletiva, além dos interesses individuais, em busca de um Brasil melhor para todos e todas!

Veja abaixo quem são os parceiros e quem são os inimigos das trabalhadoras e trabalhadores do Distrito Federal.

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