Trabalhadores dos Correios se unem em ato nacional em frente ao Ministério das Comunicações

Hoje (17), foi o Dia de Ato Nacional em Defesa da Vida, dos Direitos e Empregos, em todo o país foi marcado por atividades e, em Brasília (DF), os trabalhadores dos Correios estiveram reunidos em frente ao Ministério das Comunicações para manifestar as razões que levaram à categoria a greve. 

O dia marca um mês em que os trabalhadores paralisaram as atividades contra a retirada de direitos. Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal e Região do Entorno (SINTECT/DF), Amanda Corcino, cortar direitos dos trabalhadores é um projeto político do governo Bolsonaro. “Devemos resistir a todos os ataques pelo nosso emprego, vida e contra a privatização dos Correios, que é o objetivo maior desse governo genocida. Vamos manter a nossa greve e seguiremos na luta em defesa de um patrimônio do povo brasileiro”, afirmou. 

Prestando o seu apoio, a deputada federal Erika Kokay (PT/DF) esteve presente no ato. “A luta dos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios, a greve que se desenvolve com tanta coragem e capacidade de dialogar com o conjunto da sociedade é uma greve, um movimento, que representa a todos que tem amor por este país”, afirmou. A parlamentar disse ainda que a retirada de direitos é sempre o primeiro passo para a privatização da empresa. 

O presidente da CUT/DF, Rodrigo Rodrigues, também esteve presente, parabenizou e se solidarizou com todos os trabalhadores que continuam resistindo na luta em defesa dos Correios e dos direitos. “Quando querem atacar os trabalhadores dos Correios querem fazer uma estratégia de baratear e sucatear uma empresa tão importante para vender mais barato para o mercado, mas cada um de vocês sabe o valor que essa empresa tem, porque são vocês que constroem ela”, declarou. 

Rodrigues falou também sobre a campanha que a CUT está promovendo para arrecadação de dinheiro para auxiliar aos trabalhadores. A presidente do SINTECT/DF agradeceu o apoio e disse que o Sinpro/DF é outras entidades também colaborou com a doação de cestas básicas. 

O presidente do SINTECT/PI, Edilson Santos, prestou homenagem aos trabalhadores do Distrito Federal e Entorno. “Estamos aqui para somar neste ato, nós estivemos em quase todas as cidades no estado do Piauí, todas elas bem positiva nesse movimento e houve cidades no interior que chegaram a 100% de adesão à greve, porque sabíamos da necessidade e da conjuntura dos Correios que está sendo atacada covardemente. Portanto, é importante fortalecer a luta”, declarou. 

O secretário-geral do Sindsep-DF, Oton Pereira Neves, acredita que a vitória dos trabalhadores dos Correios, é uma vitória do povo brasileiro. “É fundamental a solidariedade das entidades, nós que representamosos trabalhadores da Esplanada, do Executivo Federal, estamos juntos com vocês. Os Correios são fundamentais para o povo brasileiro. Nós aprovamos na nossa Executiva a doação de 600 cestas básicas para os trabalhadores dos Correios que estão necessitando”, afirmou. 

O secretário de Assuntos do Interior do SINTECT/PE, Antônio José de Lira (Grandão), também manifestou a importância da luta dos trabalhadores. “A história da nossa vida e dos Correios se confunde com a história do Brasil, porque desde sempre tem um trabalhador dos Correios fazendo uma entrega de encomenda, de uma carta, e não é um general ou um ministro que irá acabar com isso. Por isso é importante lutar”, disse. 

Representando a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Gesiel prestou também apoio à luta. “Um presidente que bate continência a bandeira dos Estados Unidos é isso que ele quer fazer, destruir as nossas empresas nacionais, os serviços públicos, distribuir as nossas riquezas nacionais para entregar ao grande capital financeiro internacional”, argumentou. 

O presidente do SINTECT/ES, Fischer Moreira, parabenizou a luta dos trabalhadores da região e relatou como está sendo travada a luta no Espírito Santo. “Essa é uma greve histórica, eu vi a união de todos porque a nossa categoria entendeu a importância da luta de classe. Companheiros, não podemos baixar a cabeça, precisamos ter ânimo para esse enfrentamento que estamos fazendo”, declarou. 

O companheiro da articulação da CUT, Washington também declarou seu apoio à luta . “A importância dos Correios não é entregar uma simples correspondência, mas na participação da entrega de medicamentos, de urnas eletrônicas e de outras coisas. Portanto, presto a minha indignação a esse ministro que caiu de pára-quedas”, disse. 

Os trabalhadores dos Correios permanecem em greve e esperam o julgamento do dissídio coletivo de greve que será no dia 21 de setembro. Para o secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo, a união dos trabalhadores é o que vai definir a vitória da categoria. “Devemos permanecer firmes e mobilizados na greve para assegurar todos os nossos direitos, para lutar pelos nossos empregos, vidas e contra a privatização dos Correios”, afirmou.

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