Após a audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), nessa quinta-feira (12), a orientação para todos os trabalhadores é manter a greve geral e intensificar o movimento ainda mais, até a realização das assembleias unificadas na próxima terça-feira, dia 17 de setembro. No Distrito Federal, o SINTECT/DF vai realizar assembleia no às 19 horas em frente ao edifício sede dos Correios.
Até a próxima semana, serão feitas avaliações jurídicas e políticas da proposta do ministro do TST, Maurício Godinho Delgado, que propôs levar às assembleias a decisão pela suspensão da greve e, por parte da ECT, a manutenção de todas as cláusulas do ACT 2018/2019 até a data do julgamento do dissídio, marcada para 2 de outubro.
Postura incoerente
Na audiência de ontem (12), mais uma vez a ECT se mostrou irredutível e foi duramente contestada. A empresa, que não negociou nos últimos meses, enviou representantes sem autonomia para debater no TST e tentou novamente com intransigência, exigindo o fim da greve nesta sexta-feira.
“A nossa greve segue forte, vale lembrar inclusive que foi isso que nos levou ao Tribunal. Até terça-feira, o movimento sindical terá um posicionamento consolidado para as assembleias”, orientou a presidenta do SINTECT/DF, Amanda Corcino.
Ato segunda-feira
Às 9 horas do dia 16 de setembro, o SINTECT/DF vai reunir a categoria em um grande ato também em frente ao Ministério da Economia, para a “Operação Gafanhoto”. O nome faz alusão a uma fala do ministro da Economia Paulo Guedes em um evento para empresários, no Ceará, há alguns dias. O representante do governo Bolsonaro disse: “são como nuvens de gafanhoto, que por onde passam acabam com tudo”.
Os trabalhadores não podem aceitar esse tipo de tratamento vindo de um ministro. A categoria é formada por pais e mães, funcionários de uma empresa centenária, e merecem respeito.
Neste momento, qualquer decisão precipitada pode trazer prejuízos, por isso, é necessário ter calma, para que seja feita uma boa avaliação do que aconteceu no TST e a atual conjuntura do país e dos Correios. “Para nós, fica o dever de casa de fortalecimento. Qualquer decisão deve ser estudada em unidade com a categoria, para que saiamos bem-sucedidos”, alerta a presidenta.

