Atendentes vão ter que lutar. Empresa vai fechar 161 agências no Brasil

O SINTECT/DF repudia o fechamento de oito agências no DF e, ao todo, 161 agências em todo o Brasil até o dia 5 de julho. O anúncio da ECT foi lançado nessa segunda-feira (20) no Primeira Hora. Mais um indício da privatização da estatal e do sucateamento dos serviços prestados, que o governo federal já demonstrou que vai colocar em prática. Passa por mais de um ataque, e agora está mais claro ainda a necessidade da categoria unir forças. 20190521_201147

A empresa faz questão de indicar no informatico a adesão ao PDV 2019 como uma solução aos trabalhadores, quando deveria pensar em melhores condições de trabalho e adequação àqueles que vão ser prejudicados nos locais alvos da decisão de fechamento: os atendentes. Bem como fala em tirar o trabalhador da própria cidade. Não se engane, isso não melhora em nada a saúde da estatal, que já vem se recuperando com números positivos desde 2017.

A sociedade também sairá perdendo. Não basta ter a entrega reduzida e atrasada, agora, terão que se dirigir a outras agências mais distantes para resolver qualquer problema que antes os Correios era capaz de solucionar, com qualidade e eficiência.

A privatização reduz, corta, encarece e dá fim a serviços essenciais e condizentes com a realidade dos brasileiros. Além disso, extingue empregos e aumenta o número de pessoas na rua, sem condições de cuidar de suas famílias.

Já somos alvos do governo federal, mas ainda há tempo para a luta. Precisamos nos unir para barrar esse retrocesso e o fim que os governantes estão tentando dar a um direito constitucional, que é a existência dos Correios em todo o Brasil.

Greve geral 14 de junho
Também não podemos esquecer das batalhas conjuntas com outras categorias contra reformas que podem deixar os trabalhadores sem acesso à saúde e ao emprego, se aprovadas.

Por isso, dia 13 de junho o SINTECT/DF convoca todos os ecetistas para a assembleia geral em frente ao edifício sede dos Correios. A primeira chamada será às 18h30 e a segunda chamada às 19 horas. Tudo coloca em evidência a necessidade da mobilização da nossa categoria como um ato rumo à greve geral do dia 14 de junho, junto a toda classe trabalhadora do Brasil.

O sindicato conta com a categoria em peso nas mobilizações seguintes, que vão nos levar a um desfecho da Campanha Salarial 2019/2020, que pode ser positivo se todos formos fortes e persistentes na luta pelos nossos direitos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *