No dia 13 de maio de 1888 foi assinada a lei que deu aos escravos a liberdade para sair das senzalas. Desde então a luta tem sido incessante por acesso às mesmas oportunidades, aos mesmos vencimentos e ao mesmo padrão de vida que os brancos.
Infelizmente a história nos mostra que no Brasil esse é um processo lento e espinhoso, com uma elite branca retrógrada e conservadora, que manipula uma grande parte da população, inclusive entre negros, tornando complicado o processo de inclusão, igualdade e luta contra o racismo.
Recentemente, em uma entrevista à TV, o presidente do país afirmou que no Brasil racismo é “coisa rara” e que denúncias já “encheram o saco”. Isso mostra que a luta contra o racismo e a desigualdade é mais que atual.
Desde de a assinatura da lei, os negros são discriminados e marginalizados, basta olhar os dados sobre o alto índice de negros na parcela mais pobre da população, os tornando mais vulneráveis à violência e passíveis de privações. São as pessoas que mais necessitam dos projetos sociais e de serviços públicos, que, na atual conjuntura, estão sofrendo duros ataques. a
Até hoje o país ainda amarga condições análogas à escravidão. Nos últimos 19 anos, quase 50 mil trabalhadores foram resgatados pelo Ministério do Trabalho em situações deploráveis. De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 2017, 540 pessoas foram libertadas da escravidão.
Conforme relatório da Organização das Nações Unidas, no ranking de qualidade de vida, os brancos estão em 46º lugar e os negros em 107º lugar, perdendo até mesmo para a Nigéria e a África do Sul.
“O Brasil branco é duas vezes e meia mais rico que o Brasil negro”, constatação que pode ser confirmada pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), já que mesmo a renda média dos brancos do segmento pobre, intermediário e rico é maior que a do negro em situação semelhante.
Na educação, existe a diferença de 2,3 anos de estudos entre brancos e negros. Ainda, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os negros são maioria entre os desempregados: 63,7% do total de mais de 13 milhões de pessoas desempregadas do país.
Todos esses dados provam que em pleno século 21 o racismo no Brasil existe e vem aumentando por isso o momento é de reflexão, mobilização, luta e união da classes operária contra a segregação, a retirada de direitos e a extinção dos serviços públicos. A liberdade ainda exige muita luta.

