O SINTECT/DF, com a mesma responsabilidade que os demais sindicatos do país, levou a orientação do Comando Nacional de Mobilização e Negociação (CNMN) sobre a proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST) à aprovação pois entende que o texto necessita de uma análise mais aprofundada. Muitos pontos ainda são discutíveis entre os jurídicos do Trabalho e os da FENTECT e da Findect. Fruto dessa decisão é a reunião marcada para esta quinta-feira, dia 9 de agosto, no TST, às 14 horas. Representantes dos trabalhadores vão se encontrar com o ministro vice-presidente Renato de Lacerda Paiva, na tentativa de avançar na proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2018/19) da categoria, principalmente na situação da assistência médica dos ecetistas.
Entendeu-se que houve sensibilidade do ministro em relação ao encarecimento do plano dos trabalhadores, em mensalidades e coparticipação, e os prejuízos que a categoria vem sofrendo tanto no quesito financeiro, quanto pessoal e familiar. Há denúncias de empregados pagando até 70% do plano e mais de 14 mil já se desligaram. Não é possível que, além de sobreviver aos ataques da ECT aos direitos, o trabalhador não possa ter saúde para aguentar a rotina extenuante dos Correios e a sobrecarga de trabalho.
Proposta TST
É do conhecimento da categoria que o tribunal propôs a manutenção do ACT vigente e o reajuste salarial com base no índice inflacionário de 3,68%. No entanto, o documento não especifica em relação ao nosso plano de saúde e outras questões ficaram sem esclarecimentos, causando dúvida nas representações.
Com isso, no dia 7 de agosto, em assembleias por todo o Brasil, a categoria aprovou com unanimidade a não avaliação, de prontidão, da proposta apresentada pelo TST; a manutenção do estado de greve, com indicativo para o dia 14 de agosto, quando será realizada nova assembleia.
Esclarecimentos
ECT acusa os sindicatos de não seguirem o prazo determinado pelo TST para análise e não levarem o texto para avaliação em assembleias. Isso não passa de manobras da Ect para que aceitamos logo a proposta,mas o sindicato deixa claro que estamos indo buscar avanços para a mesma.
Vamos manter a luta por ganhos reais no nosso Acordo Coletivo de Trabalho, contra o sucateamento dos Correios, com o fechamento de agências e demissões em massa, extinção de cargos, terceirização da mão de obra cada vez mais precária e a falta de concurso público, que torna a prestação de serviço cada vez mais ineficiente à sociedade.
Contra a cobrança de mensalidade no Plano de Saúde!
Contra a privatização da ECT!
Privatização é demissão!
Em defesa de uma empresa pública e de qualidade!
Chega de sucateamento!
Por nenhum direito a menos! Contra a privatização dos Correios, uni-vos!
Pela ECT pública e de qualidade!
Não à demissão!

