Foi aprovado nesta quarta-feira (6) o Projeto de Lei 7638/2017 de Fidelização dos Correios, na Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação da Câmara dos Deputados. Representantes do SINTECT/DF compareceram à comissão para conferir a aprovação do projeto que torna a estatal a operadora logística do governo federal. Ainda serão necessários alguns passos para que ele seja oficializado. O projeto, com texto dos deputados federais André Figueiredo (PTB) e Maria do Rosário (PT), foi apresentado no formato de um substitutivo e, tendo sido aprovado na comissão, pode ter inclusive acelerada a aprovação em Plenário.
Assim, toda a administração, direta e indireta, não apenas da União, mas de todos os estados, municípios, parlamentos, Judiciário, bem como todo serviço público deverão, preferencialmente, contratar os serviços dos Correios. Por exemplo, se em 2017 isso já tivesse acontecido, significaria cerca de R$ 20 bilhões anuais nas contas dos Correios.
De acordo com o deputado Figueiredo, em suas redes sociais, o PL 6385/2016, apresentado ainda quando ele era ministro das Comunicações, ao passar pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação, ganha “o potencial de triplicar as receitas anuais da empresa, que é um patrimônio do povo brasileiro”.
A deputada Maria do Rosário destacou que essa vitória se trata da tentativa e da preocupação em recuperar definitivamente os Correios e espantar a sombra da privatização e do desemprego. “Você, trabalhador de Correios, que há pouco tempo viu seus recursos de pós-emprego serem utilizados para equilibrar as contas da empresa, certamente sabe do que estamos falando. Basta uma atitude do governo federal e dos governos estaduais para não contratarem os serviços privados de entregas e logísticas, mas de quem é mais eficiente: os Correios do Brasil”, analisou.
A presidenta do SINTECT/DF, Amanda Corcino, ressalta que essa é apenas uma das grandes demandas da categoria pela recuperação da moral e do valor dos Correios para a sociedade. “Muitas práticas ainda são esperadas, como a devolução do dinheiro que a União retirou dos caixas da empresa sem devolver; a transparência dos dados contábeis; o fim das consultorias milionárias sempre a fim de promover retiradas de direitos dos trabalhadores depois, entre outras. Mas, com certeza, estamos agora um passo à frente e esperamos que isso possa resultar em mais ganhos e dar fim ao discurso de déficit sempre às custas do trabalhador”, afirma a presidenta.

