O SINTECT-DF parabeniza todos os trabalhadores que compareceram ao ato desta sexta-feira (22), em frente ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Em grande número, os ecetistas, já na greve, mostraram novamente a força da mobilização. O sindicato chamou a categoria a protestar contra os entraves da ECT na negociação da Campanha Salarial 2017-18 e para cobrar do ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, uma negociação séria para o Acordo Coletivo de Trabalho, bem como protestar pela não privatização dos Correios, anunciada há pouco como possibilidade pelo próprio ministro e demais representantes do governo federal.
“Não dá para abrir mão dos nossos direitos. O atendente na agência sofre dia a dia com pressão e metas abusivas e sequer pode trabalhar tranquilamente, agora, correndo risco de vida, sem a presença dos vigilantes. O trabalho do OTT causa lesões e não tem reconhecimento. Nós, carteiros, estamos debaixo do sol e da chuva e sendo submetidos a uma série de assaltos. Você entra em uma empresa que não te dá motivação, onde não há perspectiva de crescimento na carreira”, ressaltou a presidenta do sindicato, Amanda Gomes Corcino.
O ato contou, também, com a distribuição da carta aberta à população, para pedir apoio contra a privatização dos Correios, que é patrimônio brasileiro e a única empresa a alcançar mais de cinco mil municípios no país.
Quando criada, a estatal não tinha como finalidade a obtenção do lucro, mas, sim, a integração nacional, em um país com dimensões continentais. Os Correios deveriam facilitar a comunicação para a sociedade. Hoje, há um sucateamento na empresa, ocasionado pela má gestão, que alega dificuldades financeiras para retirar direitos dos funcionários. “Se acompanharmos a arrecadação, vamos ver que ela vem crescendo a cada ano. Não dá para contar com uma administração que joga pelo ralo todo sacrifício dos trabalhadores, como mandar R$ 6 bilhões para o governo federal e deixar o caixa da empresa no vermelho. Não dá para a estatal investir em consultorias milionárias e patrocínios e o trabalhador não tem o direito de tirar férias. Nem água há mais nas unidades, os trabalhadores fazem vaquinha para comprar. As bicicletas só estão nas ruas porque o trabalhador tira dinheiro do bolso para consertar. O trabalhador compra fitas para embalar as encomendas. Não temos condições para o básico. Estamos pedindo dignidade e condições de trabalho para realizar nossas atividades”, cobrou a presidenta.
Como parte das atividades da greve, que foi deflagrada na última terça-feira (19), o ato seguiu com passeata pela Esplanada dos Ministérios e terminou com a panfletagem da carta aberta à população na rodoviária. Os ecetistas também receberam a deputada federal Erika Kokay na assembleia, que compareceu em apoio à greve dos trabalhadores, bem como de representantes do Comando Nacional de Mobilização e Negociação da FENTECT, que ainda estão em Brasília.
O SINTECT-DF vai manter as mobilizações, com nova assembleia na próxima semana, terça-feira, dia 26 de setembro, às 15 horas, em frente ao edifício sede dos Correios.
Quanto à proposta que está circulando nas redes sociais, nesta sexta-feira, o sindicato e a Fentect aguardam a oficialização. Enquanto isso, devemos reforçar nossa mobilização e manter o movimento de greve que cresce em todo país. Segue o informe 10 do comando de negociação, para conhecimento e esclarecimento.
*NENHUM DIREITO A MENOS, NENHUM PASSO ATRÁS*
Fotos Galeria: Heitor Lopes
INFORME 010 COMANDO NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO E NEGOCIAÇÃO




















