Atendendo ao chamado da CUT Brasília, os trabalhadores dos Correios do Distrito Federal também foram às ruas, com os representantes do SINTECT-DF e outras categorias, reivindicar o NÃO à reforma trabalhista do governo ilegítimo de Michel Temer. A votação, que seria hoje pela manhã, às 10 horas, no Senado Federal, foi suspensa. Senadoras da oposição se posicionaram contra a votação prejudicial ao trabalhador e ocuparam a cadeira do presidente da casa. À tarde, os trabalhadores voltaram ao gramado da Esplanada dos Ministérios e seguem em vigília contra a retirada de direitos.
Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fátima Bezerra (PT-RN), Kátia Abreu e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) ocuparam a mesa, até serem apagadas as luzes a mando do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Revoltado, o senador fez a absurda comparação da mobilização das parlamentares à ditadura. Enquanto as senadoras pedem alteração do texto pela casa e o retorno à Câmara dos Deputados, os trabalhadores seguem pressionando.
O texto a ser votado altera mais de 100 tópicos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e mexe em direitos importantes, como a jornada de trabalho, os salários, férias, segurança, respeito às trabalhadoras grávidas, terceirização, entre outros. Além disso, o que ficar combinado entre patrão e empregado, pode valer acima do negociado para a categoria, outro grave erro dessa contrarreforma.
Se aprovado, o texto segue para sanção do golpista Michel Temer e passa a valer em quatro meses. Mas é certo que os trabalhadores não vão desistir ou desocupar Brasília e outros estados até que haja uma solução eficaz e benéfica à classe. O SINTECT-DF e seus representantes permanecerão atentos ao processo no Congresso Nacional e atendendo ao chamado das centrais sindicais. É imprescindível que todos participem, neste momento em que os direitos históricos seguem ameaçados no Brasil.




