O Negro na atualidade: avanço ou retrocesso? Esse é o questionamento que será debatido no 8º Encontro da Questão Racial do SINTECT/DF no próximo sábado (30/11). O evento será realizado a partir das 9 horas no auditório da FENTECT – Núcleo Bandeirante (DF).

Mesmo após tantas lutas, o racismo e a crescente onda de preconceito tem tornado o país um lugar cada vez mais difícil de se viver para os negros. Além dos desafios enfrentados apenas pela cor da pele, o evento apresenta a conjuntura nacional, que vem com mudanças cada vez mais drásticas para a vida do negro, pobre e desempregado brasileiro.
Entre as mulheres, as negras são vítimas fatais da violência desenfreada. Donas da maioria dos lares e mães solteiras, elas representaram 61% das vítimas de feminicídio entre os anos de 2017 e 2018. O jovem negro também está vulnerável, e tem quase o triplo da chance de ser assassinado em comparação aos brancos.
Mesmo representando a maioria da população brasileira (55,8%), os negros seguem lutando por espaços de fala e sobrevivência. Ainda durante o mês que celebrada o Dia da Consciência Negra, em 19 de novembro, não foram poucas as notícias sobre negros sendo esfaqueados apenas pela cor da pele, balas perdidas com endereços certos em corpos de crianças nas favelas do Rio de Janeiro ou em outras grandes capitais, bem como no esporte, com jogadores de futebol profissionais sendo chamados de “macacos” por torcedores para câmeras do mundo todo.
Pelas ameaças aos trabalhadores do Brasil, dos Correios e os negros que ainda não foram reparados pelo passado sombrio da escravidão, uma nova edição do Encontro da Questão Racial será sempre importante e pode fazer a diferença.
A participação dos trabalhadores dos Correios do DF e entorno, negros ou antirracistas, na formulação de estratégias eficazes para burlar o sistema racista perpetuado no Brasil, gera consciência unitária e de luta pela vitória contra o preconceito e a favor da igualdade de direitos e respeito

