A proposta apresentada até agora pela direção da empresa representa um verdadeiro ataque aos direitos dos trabalhadores. Com uma proposta de reajuste salarial de 6,74%, que não recompõe nem a inflação e uma série de retiradas de direitos, a empresa, mais uma vez, deixou claro que o bem-estar do trabalhador não está em suas prioridades.
Apesar do crescimento da receita, a empresa insiste no discurso de que está em crise e não têm dinheiro, mas no entanto, o primeiro ato do novo presidente foi reajustar sua função e dos demais diretores em 30%. Os correios também não pouparam esforços em relação à patrocinos. Só para as olimpíadas foram destinados 315 milhões, e agora, para reduzir gastos, retira benefícios do trabalhador.
No pacote de maldades apresentado pela empresa estão:
Ataques econômicos
● Imposição do banco de horas: mecanismo de aumentar a exploração do trabalhador
● Flexibilização da jornada de trabalho
● Redução do número de tickets (de 27 a 30 para 23 a 26)
● Aumento da coparticipação do vale alimentação (de 0,5%, 5% e 10% para 5%, 10% e 15%, a depender da referência salarial)
● Retirada do Vale Peru
● Retirada do Vale Cultura
● Redução de um ano de auxílio creche – benefício valia para filhos de até 7 anos de idade, agora querem passar para 6
● Plano de Saúde com possível cobrança de mensalidade e retirada dos pais como dependentes
● Salário passa a ser pago no 5º dia útil, e não mais no último dia útil de cada mês
● Todas as multas de trânsito serão arcadas pelos trabalhadores motorizados
● Fim do parcelamento do adiantamento de férias
● Retirada do anuênio dos novos trabalhadores
● Exclui a cláusula do ticket em caso de afastamento
● Restrições às indenizações em acidentes de trabalho
Ataques às condições de trabalho
● Exclui a cláusula da entrega matutina
● Corte do intervalo de 10 minutos de quem trabalha nos terminais computadorizados
● Ataque à organização sindical: sindicatos e federação com apenas dois liberados
● Fim da obrigatoriedade da emissão da CAT em caso de assaltos
● Fim do pagamento das consultas e medicamentos aos portadores de HIV
A presidente do sindicato Amanda Corcino, afirmou que, diante de tamanhos retrocessos, não há outra saída a não ser a greve como resposta e resistência.
“ Sem reposição salarial e com redução de direitos a única saída é a uma forte greve nacional. Todos a assembleia de indicativo de greve dia 06/09, às 18h30 em frente ao Edifício Sede dos Correios. Por nenhum direito a menos!”, afirmou.

