Dia da Consciência Negra destaca também o papel dos trabalhadores na luta contra o racismo no Brasil

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“Se todas as vidas importassem, nós não precisaríamos proclamar enfaticamente que a vida dos negros importa”, destacou a filósofa americana Angela Davis, durante um discurso sobre direitos humanos na Universidade Estadual San José, nos Estados Unidos, em 2015. Mas, infelizmente, essa ainda é a realidade no mundo. A luta contra o racismo e pela valorização dos negros é constante. Por isso, para dar destaque à causa, hoje (20), o SINTECT-DF, como todo o Brasil, celebra o Dia da Consciência Negra.

Criada em 2003, pelo Projeto de Lei 10.639, a data também rememora a luta de Zumbi dos Palmares, combatente contra a escravidão, na história do país. Foi nesse dia, em 1695, que morreu o grande guerreiro, líder do Quilombo dos Palmares.

Este dia representa, ainda, a necessidade da reflexão sobre a formação cultural brasileira, majoritariamente influenciada pela herança africana, em vários aspectos, como na política, na gastronomia, na religião, entre outros. Mas, atualmente, o dia 20 de novembro, mesmo em pleno século XXI, tem destaque pelo combate ao racismo, que segrega e agride tantas populações negras pelo Brasil.

No meio sindical não pode ser diferente. É necessário estar atento ao debate e lançar a questão a todo momento, para que, entre os trabalhadores e nos Correios, não haja diferença. O SINTECT-DF acredita na busca por uma sociedade igualitária e justa, onde todos tenham acesso a direitos importantes, bem como assegurados os empregos, salários e oportunidades.

Por isso, o sindicato convida todos à reflexão sobre a história do nosso país e da nossa formação. Como entidade representativa no DF, acreditamos na construção de espaços mais democráticos e afetivos, onde haja o respeito e o trabalho mútuo entre todas as raças, sem discriminação. As ações começam em casa, perpassam pela empresa até chegar à sociedade, sendo exemplos para a população.